2011/04/04

A forma como certas palavras são empregadas podem dar um sentido totalmente diferente para a frase, isso não é novidade, mas a forma como a pessoa está também pode alterar completamente uma frase que era completamente inocente. Falar que alguém é um lazer no tempo livre é a mesma coisa que dizer que a pessoa é um brinquedinho, um passatempo. Não foi uma frase direta, mas ficou subentendido isso, que eu sou um lazer. Sentir-se assim dói, e dói bastante.
Além desse sentimento de ser um "brinquedinho", tem também o maldito futuro que continua indicando que não existirá um futuro juntos. Acho que sou a única idiota que se esforça um pouco para que isso aconteça, já que não senti mais nada vindo de ninguém. Sou idiota demais por dar mais importância à minha felicidade e depois ao dinheiro e o que irei fazer? Não enxergo a prosperidade financeira como fator decisivo para a felicidade, mas sim a família, os amigos, a saúde. Pareço uma velha falando isso, mas ultimamente tenho percebido isso. "Ah, no meu tempo dava-se mais valor à família e aos mais velhos". Pois é.
Sempre achei que conseguiria viver sozinha normalmente, sem meus velhos amigos e minha família por perto. Atualmente eu até acho que consigo, mas "querer" é diferente, e quero ter o luxo de ser egoísta e fazer tudo do meu jeito, ou pelo menos algumas coisas.
Algumas coisas machucam, principalmente as "coisas faladas", e exatamente aquelas que fogem do plano que tanto falamos, para mim muito importante, para você em segundo plano. Gosto de coisas planejadas, apesar de não gostar de rotina, aquilo que sai do eixo me irrita profundamente.
Sei que estou exagerando, mas eu sou assim mesmo, oito ou oitenta. Sou de extremos, não quero meias palavras, meias ações, meias pessoas. Quero tudo ou nada.
Você quer tudo ou nada?