2014/04/29

Os dias passam, as sensações mudam, os pensamentos também. Aquele sentimento de fim do mundo vai diminuindo com o tempo, vai se amenizando, mas no fundo você sabe que ele ainda existe. O mundo ainda parece meio incompleto, mas não existe forma de completa-lo agora, e você tem medo de tentar faze-lo.
Medo. Aquela palavra que você tem pensado tanto. Mas tem medo de que? De ficar sozinha? De não encontrar uma pessoa que saiba segurar sua mão daquela mesma forma? Ou é medo de ficar apenas consigo mesma e se conhecer? Ter de aprender a se amar logo, porque o tempo está passando, e como todos dizem, "não é possível amar alguém quando você não se ama", e essa frase tem feito cada vez mais sentido.
Eu estou me mudando para um lugar que mal conheço e não sei de ninguém. Eu tenho um medo terrível desse lugar agora, mas cada vez mais quero chegar lá. Quero um recomeço, quero pessoas novas, quero uma vida nova, mas minha mente pessimista insiste em me dizer o tempo todo que tudo só será novo por algumas semanas, depois tudo vira rotina novamente.
São tantas questões. É tanto medo que tenho. E não te tenho mais aqui, e isso tem doido mais do que eu imaginava, mais do que eu acreditava que poderia acontecer. Dizem ser um efeito colateral do remédio que tomava, que te torna obsessivo por algo, paranóico demais. Não sei até onde vai o efeito colateral e começa o sentimento de luto.
Não sei até onde mais eu aguento. A real vontade é de desistir logo, mas o que vem depois da desistência?

2014/04/16

Mas afinal, quem sou eu para dizer o que é o amor?

Senti a necessidade de voltar a escrever. Mantive uma espécie de diário por esse tempo, mas aqui tenho uma outra direção. Fazer alguém acreditar no que digo talvez. Começarei narcisista mesmo e provavelmente manterei esse tom durante todo o resto do que eu escrever aqui.
Eu nunca soube amar. A verdade é essa. Ficava sempre entre dar muita atenção ou ignorar completamente. Fui uma péssima namorada para todos aqueles com quem já me envolvi e reconheço isso. Posso não saber amar, mas não quer dizer que eu não saiba sentir. E eu sinto muitas coisas juntas, o que me deixa muitas vezes apavorada e confusa, não sei o que é certo e o que é errado. 
Na verdade eu sei o certo e o errado, mas não consigo me decidir entre eles, pois muitas vezes um parece ser libertador, enquanto o outro parece ser sem graça. Na verdade o certo é o que sempre vale a pena, sempre sempre sempre. Deveria ter me mantido na escolha certa desde o início.
Sim, tive minha parcela de culpa, reconheço e não a recuso, mas a sua culpa também existe, mas seus olhos estão fechados demais para enxergar isso. Pensar daquela forma só traz sofrimento, e é sim possível deixá-lo de lado, a única coisa necessária é deixar de procurar pela dor e focar naquilo que é bom e vale a pena. Pode sim dar certo, mas é preciso tentar, e acredite, o que você fez não foi tentar, foi apenas um esforcinho para "esquecer" algo que foi marcante demais para que isso aconteça. Esquecer é impossível, mas não ficar pensando em tudo é mais que possível.
Nós sofremos por um motivo, e normalmente é o crescimento pessoal. Fiquei esperando pelo seu, assim como o meu veio, mas infelizmente um pouco tarde. Não havia conexão nenhuma entre os envolvidos, não foi dita nenhuma mentira em momento algum, e ainda assim insiste em dizer que eu não consigo ver a minha mentira. Acredite, ela não existe da forma que você pensa. Amor é algo que não entendo, mas sou madura o suficiente para senti-lo, e se tudo aquilo que me disse era verdade, você provavelmente também sabe o que sinto.
Tentei de todas as formas chamar atenção para esse fato, mas a teimosia é algo incrível, que venda os olhos e deixa a pessoa surda. Não importava o quanto eu gritasse ou até mesmo sussurrasse em seus ouvidos, aquele "eu te amo" não era acreditado por motivos de "birra". Eu demonstrei de várias formas o que sinto, afinal não sei falar mas sei demonstrar, e aparentemente até mesmo em minhas ações eu minto. Logo eu, que nunca soube mentir muito bem e que meu corpo sempre me entrega.
Sabe do que eu sinto falta? Dos filmes de domingo, do frio de julho que nos obrigava a ficar debaixo da coberta, do seu ar condicionado glacial, dos filmes da Marvel que eu aprendi a gostar com você, de assistir seriados virados com a cabeça do lado oposto da cama. Sinto falta do cheiro e do gosto. Do toque e do carinho. Do carinho especialmente. Era algo tão físico que provavelmente nunca encontrarei alguém com quem eu tenha uma química tão boa para tais atos. Dentre todos foi sim o melhor. Não posso mentir sobre isso. Aliás, por que mentiria? Já não tenho nada a perder, portanto prefiro dizer apenas a verdade.
Nada será resolvido por um desabafo idiota num blog idiota, e sim em uma conversa cara a cara, chega de telefonemas. Você diz que não tem mais o que conversar, eu digo que tem sim, e muito, você só precisa ouvir dessa vez, porque das outras vezes eu quem ouvi com a cabeça abaixada. 
Percebi que não posso abaixar a cabeça, senão ai você toma controle da situação, e você quase conseguiu. Ninguém é culpado nem vítima, somos duas pessoas confusas com seus sentimentos, que erraram muito nesses últimos meses, mas que aparentemente se amam. Digo aparentemente por sua causa, o que eu sinto sei muito bem.
Mas afinal, quem sou eu para dizer o que é o amor?


Quer tomar um café?

2012/12/09

Eu poderia ter muito a dizer, mas não digo.
Eu poderia ter muito do que reclamar, mas não reclamo.
Eu poderia ter muito a contar, mas não conto.
Eu poderia ter muito a sentir, mas não sinto.

Eu poderia ser indiferente a tudo, mas isso está fora da minha maneira de ser e agir.

Eu poderia deixar de amar, mas não deixo.

Eu poderia ser sua, mas sou do mundo.

2012/12/06

Amor e ódio

Mas afinal o que é o amor?
Ninguém sabe dizer na verdade. É essa coisa esquisita que te deixa feliz e triste, te dá uma sensação tão boa que palavras não descrevem, "é fogo que arde sem se ver".
Na verdade o amor é só o ódio com uma roupinha mais bonita, afinal os dois são feitos da mesma energia. Amar nada mais é do que odiar uma pessoa mas sem sentir raiva, assim como odiar é amar sem sentir amor, alegria em estar com a pessoa. Só se odeia que se ama, e só se ama quem se odeia.
As relações são todos mal entendidos, nos relacionamos com pessoas por puro interesse, especialmente no começo, e achamos que gostamos de pessoas apenas porque nos confundimos. Mas esse mal entendido é fundamental para continuarmos com nossas vidas.
Tenho acreditado que o maior erro do ser humano é se apaixonar, mas é tão necessário quanto qualquer outra coisa. Eu não gosto de me apaixonar, mas isso sempre acontece comigo, fazer o que?!
Eu achava que odiando uma pessoa, estaria livre dela, mas a única forma disso acontecer é ignorando-a completamente, e então o descaso será tanto que nem amor nem ódio sentirei, será apenas um nada. Um buraco em minha vida. Cansei de investir energias no amor e no ódio, cansei de chorar por ódio, de sorrir por amor, e talvez até vice versa.
Eu simplesmente cansei. Isso já é demais para mim. Eu sou fraca demais para suportar coisas desse tipo.
Por momentos cogitei dar um fim na vida, mas qual seria o propósito? Não consigo achar uma maneira de fazer isso de forma poética, afinal eu sou dramática demais e preciso de um "saída triunfal" dessa vida, e também sou teimosa e curiosa demais para ir embora antes de saber o que vem em seguida. O que acontecerá amanhã?
E no final, amor não é tudo. Tenho tantos planos, tantas ideias para a minha vida que um grande amor poderia atrapalhar tudo no momento, ou apenas me fazer adiar tudo o que desejo.
Eu não posso ser de uma pessoa só, eu tenho que ser do mundo. Achava que queria dividir isso com alguém, mas talvez não queira. Talvez eu seja livre demais para deixar isso acontecer. Não gosto de ficar presa, e tenho muita necessidade de controlar tudo.
Uma vez um professor de sociologia nos perguntou em sala qual era a nossa personalidade, na época não soube responder, mas agora tenho certeza de que posso dizer que sou controladora. Preciso controlar tudo, planejar meus passos, nada pode sair do eixo. Tenho tentado mudar isso, mas é difícil, afinal faz parte da minha personalidade, já está cravado em mim. Também sou muito orgulhosa, talvez até demais.

Chega de investir energias. É fácil dizer, mas difícil de fazer. Muito difícil. 
Um dia eu chego lá.

2012/12/04

Liar, liar, pants on fire!

Eu realmente queria sentir pela primeira vez que quem eu mais quero que se importe de fato o está fazendo, mas obviamente essa pessoa esqueceu como se faz isso. Não sei se é pedir demais a amizade verdadeira numa situação como essa, mas digamos que esta não é das mais comuns, e eu realmente precisava de alguém agora.
Alguém muito específico talvez.

Ver sangue espalhado pelo chão, uma lâmina na mão da pessoa que eu mais amo é o suficiente para jogar o psicológico de qualquer pessoa no lixo. A nâusea pela imagem e pelo cheiro ainda me perseguem. Não sei se aquilo sairá da minha cabeça tão cedo.

Não conseguiu ver ainda que eu estou completamente perdida, com medo e precisando de você?
E a promessa de que nunca iria me abandonar? Foi para onde?

Até parece que não me conhece. Talvez não mesmo.

2012/11/27

Nobody said it was easy

Eu sei que falaram que a vida não era fácil, que nada viria de mão beijada, que eu deveria me esforçar, e eu nunca deixei de fazer isso. Nunca imaginei que seria fácil, sempre esperei pelo pior. Só não imaginava que seria tão ruim assim. Tanta dor, angústia, raiva, medo.
Eu só queria parar um pouco o mundo, poder respirar, tirar um tempo para mim, mas creio que não seria o suficiente apenas os 2 meses de férias que normalmente temos, eu precisava sair de perto de tudo, reiniciar minha vida de uma forma tranquila, e então eu voltaria para continuar com tudo. Preciso dar um reiniciar no meu cérebro, afinal somos como computadores hoje em dia, é tudo mecânico. O problema é que quando você diz que precisa desse tempo, precisa que o mundo "pare" um pouco, acreditam que seja apenas frescura, que você não quer fazer mais nada da vida. Como dizem na faculdade, ficar na várzea.
Não quero isso, nunca quis, não consigo suportar a ideia de ficar parada sem fazer nada, sem fazer alguma diferença em alguma coisa, qualquer coisa. Quando digo que preciso desse tempo, não estou querendo me dar ao luxo de poder dormir mais, descansar mais, eu quero dizer que realmente PRECISO desse tempo para pôr tudo em ordem na minha cabeça. A pior coisa é ter que escutar seus pensamentos desenfreados o tempo todo, pois estes podem ser as opiniões os mais cruéis que você irá ouvir sobre si mesmo.
Sempre fui uma mestre em autossabotagem, quando as coisas começavam a dar certo para mim, parecia que eu dava um jeito de piorar tudo, estragar todo o meu esforço. Nunca estava satisfeita com o que fazia, achava que deveria fazer mais, afinal eu deveria provar para mim mesma que não sou burra. Me condicionei tanto nisso que agora me autossabotei de tal maneira que a volta para uma "mente sã" pode levar anos. Segundo o médico, no mínimo 2. Odeio isso.
Eu preciso desse tempo longe do mundo, do "meu" mundo é claro. Não quero mais tomar felicidade em cápsulas e relaxamento em comprimidos. Quero ser feliz sem precisar de uma merda de um comprimido que vai me ajudar a recaptar a serotonina que passa pelos meus neurônios. Quero recaptar serotonina sozinha. Quero sorrir porque algo me deixou feliz, e não porque fui forçada pelo remédio a ficar feliz. Quero chorar porque algo me deixou triste, e não porque a dose tornou-se fraca ou não chorar porque o remédio me impede de sentir algo. Eu me tornei um zumbi e nem percebi.
Confesso que já pensei em suicídio, infelizmente. Não penso mais, apenas algumas vezes, mas sou curiosa demais para deixar minha vida acabar sem saber o que irá acontecer no próximo ato. Também sou teimosa. Uma das minhas personalidades (pois acredito que consigo comportar algumas dentro de mim, apesar de não ter nenhum transtorno que explique isso) às vezes me dá forças para acabar logo com tudo, esquecer isso, começar de novo. Minha outro personalidade, a teimosa e corajosa, não me deixa dar um fim nisso, ela quer ver onde tudo isso vai dar, mesmo que seja na solidão ou na morte. Gosto da teimosa, odeio a medrosa.
Parecem problemas tão pequenos e tão "frescos" quando comparados aos de outros, mas como minha terapeuta disse, não posso me comparar aos outros, pois a mente é minha e só eu sei pelo que estou passando, então dói em mim, e eu tenho total liberdade de sentir essa dor e sofrimento e achá-los horríveis. Eu só preciso reagir.

2012/11/24

Lembra de quando eramos felizes juntos? Quando qualquer problema nos fazia rir e tudo passava rápido, e dizíamos que ninguém nos conhecia tão bem quanto um ao outro. Lembra, lembra, lembra?

Eu cansei desse joguinho que faço comigo mesma. Acredito no que me falam, mas depois presto atenção em tudo o que está acontecendo e deixo de acreditar. Penso que se for verdade, talvez seja melhor esquecer tudo, afinal não deu certo dessa vez, provavelmente não dará certo. Provavelmente nunca acontecerá. Com certeza é só mais uma fantasia estúpida da minha mente.

Fico pensando o quanto eu era apaixonada e me entreguei. Foi a pior coisa que fiz, e não pretendo fazer novamente, não na mesma intensidade. Sempre tive medo de me entregar, de abaixar a guarda, deixar pessoas chegarem muito perto de mim. O amor me assustava tanto. Quando fiz isso, achei que tinha me curado. Só achei.

Percebo que ainda estou apaixonada, mas pela pessoa que era antes. Essa de agora eu quase odeio. Mesmo.

Todo o mal que você me fez, tudo o que me falou, e até mesmo tudo o que fiz de errado nisso tudo, meu deus, como foram acontecer assim em tão pouco tempo? O que aconteceu com o mundo de repente?

Eu queria mesmo desaparecer, mas esse gostinho ninguém nunca terá. Sou teimosa demais e "incomodante" demais para simplesmente sumir, sinto muito.