Senti a necessidade de voltar a escrever. Mantive uma espécie de diário por esse tempo, mas aqui tenho uma outra direção. Fazer alguém acreditar no que digo talvez. Começarei narcisista mesmo e provavelmente manterei esse tom durante todo o resto do que eu escrever aqui.
Eu nunca soube amar. A verdade é essa. Ficava sempre entre dar muita atenção ou ignorar completamente. Fui uma péssima namorada para todos aqueles com quem já me envolvi e reconheço isso. Posso não saber amar, mas não quer dizer que eu não saiba sentir. E eu sinto muitas coisas juntas, o que me deixa muitas vezes apavorada e confusa, não sei o que é certo e o que é errado.
Na verdade eu sei o certo e o errado, mas não consigo me decidir entre eles, pois muitas vezes um parece ser libertador, enquanto o outro parece ser sem graça. Na verdade o certo é o que sempre vale a pena, sempre sempre sempre. Deveria ter me mantido na escolha certa desde o início.
Sim, tive minha parcela de culpa, reconheço e não a recuso, mas a sua culpa também existe, mas seus olhos estão fechados demais para enxergar isso. Pensar daquela forma só traz sofrimento, e é sim possível deixá-lo de lado, a única coisa necessária é deixar de procurar pela dor e focar naquilo que é bom e vale a pena. Pode sim dar certo, mas é preciso tentar, e acredite, o que você fez não foi tentar, foi apenas um esforcinho para "esquecer" algo que foi marcante demais para que isso aconteça. Esquecer é impossível, mas não ficar pensando em tudo é mais que possível.
Nós sofremos por um motivo, e normalmente é o crescimento pessoal. Fiquei esperando pelo seu, assim como o meu veio, mas infelizmente um pouco tarde. Não havia conexão nenhuma entre os envolvidos, não foi dita nenhuma mentira em momento algum, e ainda assim insiste em dizer que eu não consigo ver a minha mentira. Acredite, ela não existe da forma que você pensa. Amor é algo que não entendo, mas sou madura o suficiente para senti-lo, e se tudo aquilo que me disse era verdade, você provavelmente também sabe o que sinto.
Tentei de todas as formas chamar atenção para esse fato, mas a teimosia é algo incrível, que venda os olhos e deixa a pessoa surda. Não importava o quanto eu gritasse ou até mesmo sussurrasse em seus ouvidos, aquele "eu te amo" não era acreditado por motivos de "birra". Eu demonstrei de várias formas o que sinto, afinal não sei falar mas sei demonstrar, e aparentemente até mesmo em minhas ações eu minto. Logo eu, que nunca soube mentir muito bem e que meu corpo sempre me entrega.
Sabe do que eu sinto falta? Dos filmes de domingo, do frio de julho que nos obrigava a ficar debaixo da coberta, do seu ar condicionado glacial, dos filmes da Marvel que eu aprendi a gostar com você, de assistir seriados virados com a cabeça do lado oposto da cama. Sinto falta do cheiro e do gosto. Do toque e do carinho. Do carinho especialmente. Era algo tão físico que provavelmente nunca encontrarei alguém com quem eu tenha uma química tão boa para tais atos. Dentre todos foi sim o melhor. Não posso mentir sobre isso. Aliás, por que mentiria? Já não tenho nada a perder, portanto prefiro dizer apenas a verdade.
Nada será resolvido por um desabafo idiota num blog idiota, e sim em uma conversa cara a cara, chega de telefonemas. Você diz que não tem mais o que conversar, eu digo que tem sim, e muito, você só precisa ouvir dessa vez, porque das outras vezes eu quem ouvi com a cabeça abaixada.
Percebi que não posso abaixar a cabeça, senão ai você toma controle da situação, e você quase conseguiu. Ninguém é culpado nem vítima, somos duas pessoas confusas com seus sentimentos, que erraram muito nesses últimos meses, mas que aparentemente se amam. Digo aparentemente por sua causa, o que eu sinto sei muito bem.
Mas afinal, quem sou eu para dizer o que é o amor?
Quer tomar um café?