2010/05/28

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Sabe aquela sensação de vazio? Que nada tem um sentido aparente e realmente você se sente um corpo oco?

Você se sente sem chão, sem vontade de respirar, mas tudo isso não te importa, não é o suficiente para te fazer desistir da vida. Você não tem uma vida para desistir.

As mãos que você segurava te jogaram para trás, ninguém se importa com o que você pensa, nem por aquilo que está passando. Mas você não se importa com isso de qualquer forma.

Por dentro você não tem sentimentos, não tem lágrimas, todas as existentes já se esvaíram anos atrás, quando um coração pulsante habitava seu peito.

Você está vivo, mas não vive.



Ultimamente eu não me encaixo em nada disso.

Como posso não ter sentimentos?

Como posso ser infeliz?

Eu estou viva, estou respirando com força, estou sorrindo, estou vivendo.

2010/05/22

São Paulo pessoal

Futuro provavelmente é a palavra que mais tem me assombrado nos últimos dias, principalmente por estar na cidade onde pretendo/pretendia passar grande parte de minha vida profissional, mas tantas coisas estão acontecendo que chegam a me dar vontade de desistir e tentar um lugar menor, menos caótico, menos decadente.
Não estou dizendo que odeio São Paulo, ainda amo o caos daqui, mas já não me é tão atraente quanto era há alguns anos atrás. Quando cheguei aqui, a primeira coisa que pensei foi que precisava escrever algo que descrevesse o sentimento de estar em um dos meus lugares preferidos de todo o Brasil, sempre sinto que aqui é o local onde todos os intelectuais viviam, onde o modernismo tomou forma, onde está o maior acervo de cultura a que já tive acesso.
De certo modo, ainda penso dessa forma, mas sinceramente, algumas coisas me fazem querer ir para outro lugar, talvez até ficar onde vivo, embora está seja a ultima opção.

Deixando tudo isso de lado, São Paulo continua linda, suja e caótica, já fiz a maior parte das coisas que queria, embora essa tenha sido a primeira vez que preferia ter ficado em Campo Grande. Estranho, huh?
Acho que já descobri porque preferia ter ficado lá.
Pretendo perder o "medo" de vir para cá, coisas assim nunca haviam habitado minha mente, e outros motivos não eram suficientes para me fazer desistir.

Essa visão de São Paulo está pessoal demais, creio que não conseguirei expressar o que realmente acho daqui enquanto estiver no olho do furacão, e claro, com saudade de casa. SHIT!

2010/05/14

Lovesick

Não sei porque estou escrevendo aqui, havia prometido a mim mesma que já bastava de "desabafos" aqui, já bastava de escrever aqui quando estava triste, desanimada ou qualquer coisa do tipo. Acontece que preciso desabafar, e nem sei exatamente o que é, e lugares me faltam no momento.
Idiotice minha escrever em um lugar onde todo mundo pode ler, sei disso, mas acho que assim me sinto um pouco menos louca, pois imagino que alguém se identifique com o que falo, ou pelo menos pense "é, ela tem razão em algumas coisa".
Sobre o que exatamente é esse desabafo? Boa pergunta, ainda não me decidi. Só sei que estou com febre, usando um moletom muito quente e debaixo de 3 cobertores, e ainda assim estou sentindo frio. Não é que não goste de frio, eu amo, até demais, mas quando se está da forma que estou, não é muito agradável tremer de frio enquanto todos estão muito bem sem casaco.
Quando fico doente me torno o extremo oposto do que sou quando estou bem, fico carente e grudenta, quieta e calma, sonolenta e com falta de vontade de fazer qualquer coisa. Pode ser até normal ficar assim quando doente, mas definitivamente não sou eu em minha mais pura essência. É estranho para uma pessoa tão fria, hiperativa e independente tornar-se alguém dependente.
Sim, sou dependente no momento, me falta o ar para respirar, a vontade de levantar da cama, vontade de comer, mas talvez seja orgulhosa demais para admitir que preciso de alguém do meu lado, mesmo que esse alguém seja da minha família. Estou começando a achar que este "alguém" não é da família, e tenho apenas um medo imbecil de admitir e ser taxada de louca, de apaixonada. Tenho esse problema, sinto mais do que consigo explicar e entender, e geralmente meus finais não são muito felizes.
Talvez a pior parte para mim seja que estou ficando "dependente" até mesmo quando não estou doente. É coisa do começo mesmo, creio eu.

Ultimamente meus desabafos "tristes" acabam com um final razoavelmente feliz, basicamente admito que sim, ainda acredito no amor.
As pessoas mudam.

I'm lovesick.

E com febre.

2010/05/07

Your song

Há algum tempo não consigo mais escrever, mas não existe um motivo aparente para isso, simplesmente acho que o que escrevo não é bom o suficiente para ser postado aqui.

Enquanto estou tentando escrever algo aqui, estou ouvindo Your song do Elton John, provavelmente ouvi essa música durante a semana inteira, e no momento estou pensando "o quanto a vida é incrível enquanto você está no mundo".
Provavelmente se tivesse escutado Your song no ano passado, pensaria que é uma bobagem, uma perda de tempo pensar que uma pessoa pode tomar seu tempo, pode te fazer pensar nela o dia inteiro e não se importar tanto consigo mesmo, que cada sorriso dessa pessoa é capaz de te fazer sorrir mesmo quando seu dia está completamente acabado.
Provavelmente várias coisas que penso agora não são iguais às que pensava no ano passado, e até mesmo no começo deste ano. Provavelmente se meu "eu" do passado me visse agora, me acharia muito diferente, como se eu me importasse com isso, afinal, estou feliz.
Penso daqui uns dois anos, como será? O futuro está tão incerto ultimamente, não sei nem o que farei no dia seguinte, quem dirá daqui alguns anos? Posso fazer exatamente aquilo que quero ou seguir por um caminho completamente diferente, posso desistir de tudo, sinto que posso tudo.
Acho que se algo acontecer, como você disse, será como tirar meu fígado ou qualquer outro órgão vital, porque de uma forma estranha, é o que você se tornou em mim. Pode ser uma comparação um tanto quanto diferente, mas não consigo encontrar outra que chegue a altura do que sinto, e nem mesmo essa conseguiu.
Novamente, talvez seja o que chamam de amor.


Ainda não estou acreditando que mudei tanto.

2010/05/01

Lack of love

- Não te amo tanto quanto achava. Creio que era apenas aquele sentimento novo que havia no começo, aquela vontade de estar ao seu lado, aquela tal "paixão". Parece que agora tudo acabou, não quero mais estar com você o tempo todo, e até mesmo sua voz me enjoa de vez em quando, não que não goste da sua amizade, mas como amor, não quero mais.
E dizendo isso, depositou um leve beijo em sua testa e partiu, e não olhou para trás. A garota ficou lá, estática, não sabia se havia ouvido direito, se era apenas um pesadelo, não sabia se chorava por estar sem ele ou se ria por já ter pensado que tal possibilidade viria a acontecer. Ela apenas ficou olhando aquele caminho pelo qual ele havia passado e já havia desaparecido, e provavelmente nunca mais voltaria, pelo menos não para seus braços.
Já haviam lhe dito isso, que a paixão é forte, acontece rapidamente, mas é como o fogo, caso não tenha mais oxigênio, logo apaga, e quando apaga, se não houver amor o suficiente, tudo desaparece, simplesmente acaba como se nada tivesse acontecido.
O problema no caso da garota era que ela havia alimentado o amor que crescia dentro dela, ainda sentia um pouco daquela paixão, mas já não era mais tão cega por conta dela, em outras palavras, ela realmente o amava. Ele a amou como ninguém poderia imaginar, era até mesmo desconfortável permanecer no mesmo lugar que os dois, tamanha a paixão um pelo outro, mas no caso dele não passava disso. A paixão acabou, o amor nunca existiu.
Uma lágrima desceu por seu olho esquerdo, limpou-a rapidamente com a manga da blusa, não se permitiria chorar naquele momento, virou-se e voltou para sua casa, o aperto no coração e o gosto amargo em sua boca persistiam, mas ela teria que aprender a viver com eles.

"Se eu te disser que não vou mais voltar, você irá me procurar. Se eu te disser que não vou acordar, com quem você ira sonhar?"