- Não te amo tanto quanto achava. Creio que era apenas aquele sentimento novo que havia no começo, aquela vontade de estar ao seu lado, aquela tal "paixão". Parece que agora tudo acabou, não quero mais estar com você o tempo todo, e até mesmo sua voz me enjoa de vez em quando, não que não goste da sua amizade, mas como amor, não quero mais.
E dizendo isso, depositou um leve beijo em sua testa e partiu, e não olhou para trás. A garota ficou lá, estática, não sabia se havia ouvido direito, se era apenas um pesadelo, não sabia se chorava por estar sem ele ou se ria por já ter pensado que tal possibilidade viria a acontecer. Ela apenas ficou olhando aquele caminho pelo qual ele havia passado e já havia desaparecido, e provavelmente nunca mais voltaria, pelo menos não para seus braços.
Já haviam lhe dito isso, que a paixão é forte, acontece rapidamente, mas é como o fogo, caso não tenha mais oxigênio, logo apaga, e quando apaga, se não houver amor o suficiente, tudo desaparece, simplesmente acaba como se nada tivesse acontecido.
O problema no caso da garota era que ela havia alimentado o amor que crescia dentro dela, ainda sentia um pouco daquela paixão, mas já não era mais tão cega por conta dela, em outras palavras, ela realmente o amava. Ele a amou como ninguém poderia imaginar, era até mesmo desconfortável permanecer no mesmo lugar que os dois, tamanha a paixão um pelo outro, mas no caso dele não passava disso. A paixão acabou, o amor nunca existiu.
Uma lágrima desceu por seu olho esquerdo, limpou-a rapidamente com a manga da blusa, não se permitiria chorar naquele momento, virou-se e voltou para sua casa, o aperto no coração e o gosto amargo em sua boca persistiam, mas ela teria que aprender a viver com eles.
"Se eu te disser que não vou mais voltar, você irá me procurar. Se eu te disser que não vou acordar, com quem você ira sonhar?"
Nenhum comentário:
Postar um comentário