2010/06/30

It doens't matter

Tudo são fases, nunca será possível dormir de uma forma e acordar da mesma quando se vive dessa maneira. A tristeza é sua maior aliada, a procura pela solidão as vezes é involuntária, mas o medo de se perder nesse caminho é gigante, principalmente para quem já viu exemplos de tal que foi mal trilhado.

É como uma tristeza enorme que cresce cada dia mais, o momento de acordar talvez seja o pior do dia, já que é o começo para a batalha do dia que seu inconsciente já sabe que será perdida. Seu corpo mal responde por seus atos, são todos mecânicos, por costume da rotina. A comida já não tem mais o mesmo gosto, o sol não tem tanta graça, as músicas felizes lhe deixam enjoado, os sorrisos já não são mais os mesmos.

Em um primeiro momento a única coisa que sabe fazer é chorar, e a faz como se fosse a última coisa que faria em sua vida, chora como se para respirar fosse preciso puxar o oxigênio e soltá-lo através de lágrimas que demonstram que existe dor dentro do corpo, mas não é nem um pouco física. As lágrimas cegam, as lágrimas machucam.

O segundo momento é o vazio, o nada, o dada, não existe mais nada por dentro, desde sentimentos até emoções, nem mesmo as músicas tristes conseguem fazer as lágrimas voltarem para assim, pelo menos, transformar o coração gelado em algo pulsante, mesmo que devagar. Não existe vontade de dormir, mas na verdade não está acordado, é como se não existisse nada. Um grande e belo nada.

Mas na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.

Em um terceiro momento, caso exista, o momento de refúgio é encontrado, o mundo perfeito, o mundo platônico, e assim a válvula de escape é ativada.

No outro dia é preciso passar pela mesma batalha, até que seja possível enxergar que talvez algo possa melhorar.

Se é que pode melhorar.


Maldito mundo capitalista com suas doenças da moda.

2010/06/29

péssima perdedora

Preciso de férias. Preciso descansar. Preciso dormir por mais de 12 horas. Preciso de uma vida menos corrida.
Preciso me cobrar menos.

Coisas ruins acontecem, infelizmente. Não se pode vencer sempre. Não se pode ter tudo o que quer.
O problema é não saber se vai conseguir o que quer, mas parece que a resposta está na sua cara.

Infelizmente não se pode ser feliz todos os dias do ano.
Sorrir é mais difícil quando a pressão que você sofre vem de você mesmo, e quando perde, a raiva que sente de si mesmo é péssima, só serve para destruir mais um pouco a sanidade mental que já lhe faltava.

Acho que me falta muita sanidade mental.

Para piorar, não sei mais escrever, não sei mais cantar, não sei mais fazer nada daquilo em que era boa.

Não importa o quanto digam que você é bom em algo, que vai conseguir, que ainda não sabe de nada, que se cobra demais. As pessoas criam uma imagem idealizada demais de certas pessoas consideradas "boas", nem todos conseguem chegar aos padrões que as pessoas idealizam, eu não consigo.

Eu devo ser uma péssima perdedora.

2010/06/25

I'm still waiting for you.

2010/06/18

Anna

Você se foi.
Olhou fundo em meus olhos e disse que estava me deixando, que o passado estava para trás, você tinha um futuro totalmente diferente daquele que passávamos noites inteiras planejando, sorrindo. Te perguntei o motivo pelo qual você estava desistindo de tudo aquilo que te dei, de todo o amor que dediquei, você simplesmente disse "ele me ama mais do que você".

Antes de você ir embora da minha vida para o que chamamos de "sempre", saiba que eu ainda te amo, infelizmente essa é minha dura realidade, e eu terei de aprender a viver com ela, mas se ele te ama mais do que eu, vá com ele.

Durante toda a minha vida eu procurei por uma garota que me amasse como eu amo você, acreditei por um ano inteiro que você seria ela, porém você não parece ter coração o suficiente para amar alguém além de si mesma. Não estou te criticando, acho incrível sua habilidade de se amar, quisera eu ser assim.

Acontece sempre, e continuará acontecendo comigo, qualquer garota que eu amar, qualquer garota que eu for tolo o suficiente para dedicar minha vida a ela, irá partir meu coração em mil pedaços estilhaçados, o jogará no chão e pisará sobre ele, me deixando completamente sozinho para juntar os inúmeros pedaços e me reconstituir, me colar com uma cola vagabunda que não durará até o fim do próximo relacionamento mal resolvido.

Acho que é assim que as coisas entre nós irão terminar, eu terei de sofrer por um bom tempo enquanto você estará sorrindo nos braços de outra pessoa, e no futuro, quando nos encontrarmos no metrô ou andando pela calçada, meu sorriso ao te ver será fraco, quase invisível, você também sorrirá assim, nos daremos um tímido "oi" e seguiremos nossas vidas. Talvez seja melhor assim, nos trará mais maturidade.

Anna, apenas mais uma coisa, me devolva o anel que te dei e finalmente você estará livre de alguém chato e monótono como eu. Vá com ele.

Seja feliz.

2010/06/15

Velhas novidades

"Eu quero falar, mas não encontro a quem ouvir"

Não que me falte amigos, mas simplesmente acho que ninguém vai conseguir me entender, e caso eu consiga traduzir todos os meus pensamentos que me atropelam em palavras, provavelmente serei taxada de louca, bipolar.
Durante um bom tempo pensei sobre o que escrever, tinha tantas palavras em minha cabeça, tantos sentimentos, tantas coisas mal resolvidas. Esses pensamentos ruins me atropelaram de tal maneira que esqueci todos, mas sei que existem, e irão voltar a me atordoar mais cedo ou mais tarde.

Simplesmente sei que desisti. Sim, desisti. Desisti de ser quem eu queria ser, de ter o que queria ter, desisti do que sempre quis fazer. Sinto que não sou capaz de realizar meus sonhos, minhas metas.
Talvez eu deva renascer de alguma forma. Queria enxergar outra pessoa quando me olho no espelho, queria sentir orgulho dessa pessoa.
Basicamente, eu queria ser uma pessoa totalmente diferente do que sou hoje, com tantas incertezas, tantos defeitos, tantos medos.
Queria ser alguém de quem consigo gostar.

Há tempos não falo de amor, estou evitando falar daquilo que mais "entendo", embora não o entenda de forma alguma. Apenas gosto de falar sobre o assunto.
Uma parte da mudança que tanto quero fazer em mim há anos.
Não me entenda mal, eu ainda tenho um coração pulsante, e não um congelado como antes. As coisas mudaram tanto.

Me atropelei tanto em meus pensamentos que talvez nada faça sentido para quem está fora de minha cabeça, ou minha vida.
Tudo separada em parágrafos desordenados de minha vida.

"Não, não, eu não vou desistir assim".

2010/06/11

Taken for granted

Nunca soube me dar valor, nunca soube gostar do que faço, nunca soube me elogiar quando faço algo certo.
Provavelmente nunca é uma palavra forte, mas é o que penso quando alguém diz que devo me amar mais, me dar mais valor. Pode parecer triste, e talvez realmente seja, mas sempre (outra palavra forte, mas a verdade) fui assim, desde pequena me acostumei com pessoas dizendo que eu não era boa em algo, não deveria fazer nada daquele jeito, e o que aconteceu foi que, basicamente, me acho incompetente desde criança.
O fato por não saber me dar valor atrapalha, já causei brigas, já chorei, já fiquei nervosa com algo simples demais para ser levado em consideração, já desisti de sorrir por achar que, apesar de estar dando certo, não era daquela forma que as coisas deveriam ser feitas.
Perfeccionismo? Talvez, mas geralmente alguém tão perfeccionista não se enxergue como um "completo inútil e desprezível, incapaz de fazer algo direito". Essa talvez seja uma das frases que mais repito para mim.

Há algum tempo eu havia melhorado, mas aparentemente estou em uma fase ruim. As coisas irão mudar.
Preciso da minha psicóloga.

2010/06/09

Tempo

Há quanto tempo que não tenho algo a dizer? Há quanto tempo não consigo mais organizar meus pensamentos e traduzi-los em palavras? Há quanto tempo deixei de prestar atenção em mim? Se realmente tivesse que responder tudo, acho que a resposta seria "há muito tempo".
Provavelmente desaprendi a olhar para dentro de mim mesma, praticar a reflexão que meses atrás eu realizava todos os dias. Antes eu não me conhecia, mas sabia que minha "dupla personalidade" existia, não precisava me lembrar desse fato todos os dias, sabia que existe uma forma que eu rio quando estou feliz e outra quando quero esconder o que estou sentindo, sabia que meu sorriso não significava nada, mas meu olhar revelava a maioria dos meus pensamentos. Sabia que eu poderia mentir e atuar, agora já não sei mais mentir.
As coisas mudam, e mudam rápido demais, e talvez pela falta de tempo não tenho percebido que este está voando, está se esvaindo por entre meus dedos, estou dando tanta importância às coisas externas que me esqueço que existe algo interno, me esqueço que não serei egoísta por pensar em mim mesma de vez em quando. Em tão pouco tempo tantas coisas mudaram que já nem sei mais quais são, não me recordo de como elas eram. Mudei tanto a ponto de às vezes me olhar no espelho e não me reconhecer, e não digo apenas de forma psíquica, fisicamente também, e isso é estranho.
Me prendo ao presente de forma tão firme que esqueço que existe um futuro próximo, e não apenas o futuro "distante", para o qual estou me preparando tanto. Não reclamo disso, mas gostaria de lembrar que o futuro próximo é amanhã, e não sei se pode ser meu último dia, o qual não quero passar sentada em uma sala com vários livros de matérias que não me agradam me cercando.
Preciso voltar a escrever de forma espontânea, sorrindo, chorando, desabafando. A mudança foi tão grande que esqueci um dos meus maiores prazeres.

O tempo passou tão rápido que em alguns meses estarei decidindo de forma "definitiva" o que realmente quero em minha vida para todo o "sempre".
Em pouco tempo eu posso abandonar tudo.
Em pouco tempo irei embora.
Aproveitarei o pouco tempo que me resta.