Tudo são fases, nunca será possível dormir de uma forma e acordar da mesma quando se vive dessa maneira. A tristeza é sua maior aliada, a procura pela solidão as vezes é involuntária, mas o medo de se perder nesse caminho é gigante, principalmente para quem já viu exemplos de tal que foi mal trilhado.
É como uma tristeza enorme que cresce cada dia mais, o momento de acordar talvez seja o pior do dia, já que é o começo para a batalha do dia que seu inconsciente já sabe que será perdida. Seu corpo mal responde por seus atos, são todos mecânicos, por costume da rotina. A comida já não tem mais o mesmo gosto, o sol não tem tanta graça, as músicas felizes lhe deixam enjoado, os sorrisos já não são mais os mesmos.
Em um primeiro momento a única coisa que sabe fazer é chorar, e a faz como se fosse a última coisa que faria em sua vida, chora como se para respirar fosse preciso puxar o oxigênio e soltá-lo através de lágrimas que demonstram que existe dor dentro do corpo, mas não é nem um pouco física. As lágrimas cegam, as lágrimas machucam.
O segundo momento é o vazio, o nada, o dada, não existe mais nada por dentro, desde sentimentos até emoções, nem mesmo as músicas tristes conseguem fazer as lágrimas voltarem para assim, pelo menos, transformar o coração gelado em algo pulsante, mesmo que devagar. Não existe vontade de dormir, mas na verdade não está acordado, é como se não existisse nada. Um grande e belo nada.
Mas na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.
Em um terceiro momento, caso exista, o momento de refúgio é encontrado, o mundo perfeito, o mundo platônico, e assim a válvula de escape é ativada.
No outro dia é preciso passar pela mesma batalha, até que seja possível enxergar que talvez algo possa melhorar.
Se é que pode melhorar.
Maldito mundo capitalista com suas doenças da moda.
Nenhum comentário:
Postar um comentário