2010/08/15

Domingo

Domingo, dia onde tudo é parado, até seu coração parece bater mais devagar, sua cabeça não funciona tão bem, sua respiração torna-se cansada, seus olhos insistem em ficar fechados, mesmo quando não está com sono, o cansaço é inevitável, mas é apenas por ter feito nada o dia todo. Domingo, pé de cachimbo.

Para alguém como eu, hiperativa e chata, é o pior dia de todos, para sobreviver em um dia comum, preciso de energia, pessoas me rodeando, ou apenas uma pessoa ao meu lado. Preciso de sorrisos que mostrem mais que os dentes, olhos que brilhem, preciso de abraços sinceros.

Domingo, dia de ficar sozinha em meu quarto, ouvir músicas que me dão aquela sensação nostálgica, que me lembrem de quando eu era uma criança feliz, com aquela amiga que me dava sensação de segurança, aquela paixão platônica que me fazia sorrir, mesmo que estivesse a mais de um milhão de quilometros de mim. Uso aquela frase de todos os que lembram de sua infância, eu era feliz e não sabia. Talvez eu seja agora e só perceba daqui uns 3 anos.

Será um dia parado como outro qualquer, e quando a segunda-feira chegar, reclamarei de que o tempo demora e de que tenho muitas coisas para fazer, além de desejar que os dias tivessem 36 horas, mas pensando bem, um domingo de 36 horas seria uma tortura. Principalmente para alguém como eu.

Tudo o que eu precisava era de um abraço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário