Acredito que tenha uma certa "razão" em estar assim, as ultimas semanas não foram das melhores, alguma coisas nas quais acreditava foram arrancadas de mim com muita força, deixando um machucado em minhas mãos e dentro de mim, pois além de segurá-las com força, também as guardava em mim. Confiança é uma palavra que tenho usado, mas não acreditado.
A forma como as oscilações de humor tem se mostrado causam consequências que podem ser irreparáveis e que podem trazer outras ainda piores. Não é culpa minha se criei um muro ao meu redor, o qual antes estava destruido as custas de muitos esforços da minha parte e de outros. Esse muro nada mais é do que raiva, rancor, tristeza e medo misturados dentro de um ser humano que não consegue administrá-los muito bem.
A construção do muro começou ainda cedo, mas eram apenas tijolos juntos no chão que formavam a base, eram fáceis de pular, era preciso apenas levantar e esticar as pernas para entrar no que poderia ser um campo minado, mas ainda inativo. No mesmo dia a construção recomeçou, e embora esteja parando aos poucos, o muro já é muralha.
Por que não paro de uma vez com o processo de construção ou até mesmo a bipolaridade? Simples, gosto de drama. A vida não tem sentido se alguns problemas não acontecerem, e quanto mais drama, melhor. De vez em quando, é preciso criar um pouco de caos para lembrar-se de que a vida ainda existe, e talvez valha a pena.
Quanto ao título, uma frase de Caio Fernando Abreu, não me considero escritora, mas mato vidas à procura de história.
Talvez eu deva procurar menos drama.
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