2011/11/21

Minha vida-filme (quase) hollywoodiano

Acordei com "Come what may" na cabeça hoje, música do filme Moulin Rouge, o qual já havia assistido antes, mas tornou-se uma paixão recente. Não entendo minhas paixões recentes, são muito repentinas, mas talvez por isso sejam paixões. Enfim, a letra basicamente é "Come what may, I'll love you until my dying day", e é basicamente sobre isso que eu tenho pensado muito ultimamente.
Não que eu seja radical a ponto de pensar que ficarei com apenas uma pessoa pelo resto da minha vida, mas acho que sou radical o suficiente para pensar que existem os "amores da vida inteira", aquelas pessoas que nunca esqueceremos. Até hoje tive duas pessoas, as quais não converso tanto atualmente, mas nunca perdemos contato. Agora sinto que tenho uma terceira pessoa, e quem diria que seria alguém com quem estou envolvida de uma forma tão profunda, que nunca imaginei que aconteceria comigo.
Acho que sou dramática demais e vejo filmes demais, por isso acabei fazendo da minha vida um filme (quase) hollywoodiano inconscientemente. Não queria ter expectativas tão altas para a minha vida, assim como não queria exigir tanto daqueles que estão a minha volta. Mas eu preciso de drama, de brigas, de reconciliações para sobreviver. Já causei intrigas só para ver o que aconteceria, e para sentir a vida mais "interessante". Não devo ser a única a fazer isso, mas se fosse, não me importaria, é até divertido.
Preciso parar com isso de esperar muito das pessoas, de uma em especial, não posso esperar que tudo saia como planejado e eu viva feliz para sempre, afinal não teria graça na minha vida-filme. É claro que quero ter um final feliz, mas tentar realizá-lo agora seria admitir o fim, algo que só farei quando for de fato THE END. Fico nesse impasse de viver de uma forma meio clichê " vou para onde o vento me levar", ou de buscar um happy end não definitivo. Apesar de tudo, gosto desta última opção, mas ela me tem parecido um pouco inatingível.
De qualquer forma, só esses pensamentos já me tiram da rotina e causam um "desequilíbrio" dentro de mim, criando aquele drama de que tanto preciso para sentir a vida mais interessante. Caso tudo dê certo, da forma do happy end não definitivo, sei que minha vida continuará sendo interessante, afinal eu sempre darei um jeito de tirar as coisas do eixo e continuar com minha vida-filme.

Suddenly my life doesn't seem such a waste

2011/08/13

Afinal, o retorno

Acho que sumi e esqueci de avisar, né? Mas afinal, o que são 4 meses sem escrever at all? Bom, nada comparado a ficar quase um ano sem escrever alguma coisa que preste.
Estou tão envolvida com escola, vestibular, trabalhos e meus pensamentos estranhos que só me confundem cada vez mais, que acabei esquecendo do maior prazer que existia para mim, escrever.
Deixei de ser uma "escritora" (embora nunca tenha sido) para virar vestibulanda. A vida de 3º ano não é nada fácil, todos cobram que você passe em uma universidade decente, ou seja, federal, tire notas boas em todas as provas e simulados, aprenda tudo sem precisar de revisões, preste atenção nas aulas, durma bem todas as noites e ainda tenha uma vida social. Não é fácil, mas dá para ir levando. Acho que estou fazendo um bom trabalho até agora, e se não estiver, pelo menos estou tentando.
Sábado passado foi minha formatura. Sim, foi em agosto, pois em novembro provavelmente poucos participariam por causa dos vestibulares. A festa foi ótima, mas honestamente, eu preferi a colação. Todos estavam lá, juntos e felizes, festejando o começo do resto de nossas vidas, mesmo sabendo que a maioria nunca mais se veria. Ter esse pensamento me fez chorar em vários momentos da cerimônia, afinal sou extremamente sentimental, mas é preciso admitir que não chorar em uma situação dessas é bem difícil, principalmente para quem se apega fácil, ou seja, meu caso. 
Espero não perder contato com aqueles que realmente importam para mim, pois no final, sei que apenas a felicidade conta, e essas pessoas são a minha felicidade. Sei que vamos para cidades diferentes, talvez países diferentes, mas existe internet, certo? Não deve ser tão difícil assim manter contato. Este é o momento do "adeus", ou quem sabe apenas um "até mais", mas é fato que é o momento decisivo de nossas vidas, e estas estão começando agora.

2011/04/04

A forma como certas palavras são empregadas podem dar um sentido totalmente diferente para a frase, isso não é novidade, mas a forma como a pessoa está também pode alterar completamente uma frase que era completamente inocente. Falar que alguém é um lazer no tempo livre é a mesma coisa que dizer que a pessoa é um brinquedinho, um passatempo. Não foi uma frase direta, mas ficou subentendido isso, que eu sou um lazer. Sentir-se assim dói, e dói bastante.
Além desse sentimento de ser um "brinquedinho", tem também o maldito futuro que continua indicando que não existirá um futuro juntos. Acho que sou a única idiota que se esforça um pouco para que isso aconteça, já que não senti mais nada vindo de ninguém. Sou idiota demais por dar mais importância à minha felicidade e depois ao dinheiro e o que irei fazer? Não enxergo a prosperidade financeira como fator decisivo para a felicidade, mas sim a família, os amigos, a saúde. Pareço uma velha falando isso, mas ultimamente tenho percebido isso. "Ah, no meu tempo dava-se mais valor à família e aos mais velhos". Pois é.
Sempre achei que conseguiria viver sozinha normalmente, sem meus velhos amigos e minha família por perto. Atualmente eu até acho que consigo, mas "querer" é diferente, e quero ter o luxo de ser egoísta e fazer tudo do meu jeito, ou pelo menos algumas coisas.
Algumas coisas machucam, principalmente as "coisas faladas", e exatamente aquelas que fogem do plano que tanto falamos, para mim muito importante, para você em segundo plano. Gosto de coisas planejadas, apesar de não gostar de rotina, aquilo que sai do eixo me irrita profundamente.
Sei que estou exagerando, mas eu sou assim mesmo, oito ou oitenta. Sou de extremos, não quero meias palavras, meias ações, meias pessoas. Quero tudo ou nada.
Você quer tudo ou nada?

2011/03/14

Missing you

Eu, sinceramente, espero que esteja tudo bem com você e toda a sua família, a cada dia que passa e fico sem notícias, me dá ainda mais medo de que algo tenha acontecido. Sei que onde você está não aconteceram muitas coisas, mas mesmo assim eu me preocupo, pois você foi uma das pessoas mais especiais que já apareceram na minha vida, e a prova disso é que até hoje me lembro de tudo o que aconteceu.
Obrigada pela sua amizade, Samara potencial 88, hahaha. Eu te amo, criatura.

2011/01/26

Muito além do sofá

Porque você não vai ligar
Se eu deixar de te ligar
Falar de mim não faz sentido
Se já não dá ouvidos

Se eu te disser que antigamente eu pensei que agora
Eu saberia exatamente o que fazer agora
Mas se você quer me deixar de fora
Eu posso tentar ser feliz lá fora

Eu posso ser bem mais feliz lá fora


(Muito além do sofá - Esteban)

2011/01/16

Sinto falta de coisas que não irão mais voltar. O tempo passa rápido demais.