Acordei com "Come what may" na cabeça hoje, música do filme Moulin Rouge, o qual já havia assistido antes, mas tornou-se uma paixão recente. Não entendo minhas paixões recentes, são muito repentinas, mas talvez por isso sejam paixões. Enfim, a letra basicamente é "Come what may, I'll love you until my dying day", e é basicamente sobre isso que eu tenho pensado muito ultimamente.
Não que eu seja radical a ponto de pensar que ficarei com apenas uma pessoa pelo resto da minha vida, mas acho que sou radical o suficiente para pensar que existem os "amores da vida inteira", aquelas pessoas que nunca esqueceremos. Até hoje tive duas pessoas, as quais não converso tanto atualmente, mas nunca perdemos contato. Agora sinto que tenho uma terceira pessoa, e quem diria que seria alguém com quem estou envolvida de uma forma tão profunda, que nunca imaginei que aconteceria comigo.
Acho que sou dramática demais e vejo filmes demais, por isso acabei fazendo da minha vida um filme (quase) hollywoodiano inconscientemente. Não queria ter expectativas tão altas para a minha vida, assim como não queria exigir tanto daqueles que estão a minha volta. Mas eu preciso de drama, de brigas, de reconciliações para sobreviver. Já causei intrigas só para ver o que aconteceria, e para sentir a vida mais "interessante". Não devo ser a única a fazer isso, mas se fosse, não me importaria, é até divertido.
Preciso parar com isso de esperar muito das pessoas, de uma em especial, não posso esperar que tudo saia como planejado e eu viva feliz para sempre, afinal não teria graça na minha vida-filme. É claro que quero ter um final feliz, mas tentar realizá-lo agora seria admitir o fim, algo que só farei quando for de fato THE END. Fico nesse impasse de viver de uma forma meio clichê " vou para onde o vento me levar", ou de buscar um happy end não definitivo. Apesar de tudo, gosto desta última opção, mas ela me tem parecido um pouco inatingível.
De qualquer forma, só esses pensamentos já me tiram da rotina e causam um "desequilíbrio" dentro de mim, criando aquele drama de que tanto preciso para sentir a vida mais interessante. Caso tudo dê certo, da forma do happy end não definitivo, sei que minha vida continuará sendo interessante, afinal eu sempre darei um jeito de tirar as coisas do eixo e continuar com minha vida-filme.
Suddenly my life doesn't seem such a waste
Nenhum comentário:
Postar um comentário