2010/12/31

Goodbye, 2010

Há anos não faço isso, de no último dia do ano escrever uma retrospectiva dele, hábito que havia pego de uma amiga minha que agora está morando no Japão, e que estou morrendo de saudade, hahaha. Farei isso esse ano pois ele foi um dos melhores que já tive, e isso não é exagero, haha.
Lembro-me que passei a virada do ano na casa de um amiga, onde fizemos aquelas simpatias que eu nunca havia acreditado, mas fiz para entrar no clima, e o mais estranho foi que a maioria das coisas que escrevi no papel que depois queimamos realmente se realizou. Finalmente consegui entrar para uma banda, sonho que tinha desde criança, e consegui não apenas um namorado, mas um melhor amigo. Isso soa realmente muito brega, mas é a verdade, hahaha.
Se 2009 foi o ano que mais amadureci, 2010 foi o ano que "retrocedi", mas não de uma forma ruim, voltei a ser uma "criança" de uma forma boa, mais espontânea, alegre. Claro que a bipolaridade que já se demonstrava crescente em mim apareceu de vez, mas era algo que eu já esperava, e já aprendi a lidar.
Fiz grandes amizades esse ano, as quais lembrarei com muito carinho (viu, Tsu? hahaha). Também percebi que algumas pessoas não valem a pena, mas tudo bem, quem precisa delas, certo? As amizades antigas e que valem a pena, essas eu quero manter para sempre, pois mostraram-se as melhores do mundo.
Também nesse ano fiz coisas que nunca imaginava que faria, como ver o Sir Paul McCartney, isso nem precisa de comentários, haha. Enfim, tudo nesse ano aconteceu rápido demais, e sem que eu tivesse controle nenhum, a verdade é que foi tudo ótimo. Até mesmo certas "brigas" que tive ajudaram, é sempre bom dar uma "renovada" em certas coisas.

Espero que todos tenham um ano maravilhoso, com toda a paz, saúde, amor e dinheiro possíveis. Também espero que essas brigas idiotas dêem uma cessada, embora seja bem difícil, mas a gente sonha, hahaha.

Obrigada 2010, por tudo, mas agora estou te trocando por um ano bem melhor!

2010/12/22

My calico skies

I'll hold you for as long as you like, I'll love you for the rest of my life.

2010/12/08

Selfish little bastard

É errado sentir uma alegria ao ver que fizemos mal a alguém? Uma alegria que não é alegria propriamente dita, mas é algo que se assemelha muito a isto. Um sentimento que queima por dentro, dá vontade de gritar, de levantar diante do mundo, que rasga o peito à procura de alguma vítima para satisfazer mais uma vez essa vontade. Essa alegria que não é alegria, cega, dá a impressão de que tudo é possível, de que nada poderá ferir, e que esse sentimento só existe em quem o está sentindo.
É bem provável que exista em cada um de nós.
Talvez essa alegria seja apenas o egoísmo em uma de suas formas. A sensação de ver que alguém está chorando por sua causa , e por isso se sorri, nada mais é do que o egoísmo. Negar algo a alguém apenas para não dividi-lo também é.
Não entender o lado de alguém e fazer o extremo oposto apenas por conveniência, ou talvez apenas para provocar, é idiotice.

De um lado a idiotice, do outro o egoísmo que se confunde com a alegria.

Talvez eu tenha me tornado o oposto do que pretendia. I'm a selfish little bastard.

2010/11/14

Hipocrisia

Ultimamente tenho estado muito nostálgica com certas coisas, lembro muito do passado, de coisas que sei que não irão voltar, tanto as boas quanto as ruins, e às vezes penso naquela maldita frase dos que sofrem desse mal, "eu era feliz e não sabia".
Lembro-me de que, desde pequena, meus pais me fizeram ter o saudável hábito de devorar livros dos mais variados tipos, claro que não eram do tipo "literatura clássica", mesmo porque muitos deles eu não teria capacidade de entender, mas lembro-me de gostar dos livros que contavam histórias, não importava se eram bobas ou muito bem elaboradas.
Um dia ganhei de minha mãe um livro espírita chamado "Violetas na janela". Minha mãe é muito católica, mas do tipo que deixa as filhas livres para escolherem a religião que quiserem, por causa disso cheguei a ler um livro Hare Krishna. Pois bem, devorei o livro em menos de uma semana, fiquei super orgulhosa já que era o primeiro livro sobre religião que lia, e na minha inocência de criança, todos ficariam felizes por eu ter entendido algo sobre uma religião diferente, por estar aprendendo.
Uma semana após ter terminado este livro, fui com minha mãe para a casa da mulher que na época cuidava de mim e de minha irmã, e ela tinha uma amiga muito religiosa, o que eu sabia, só ignorava o fato da religião dela ser completamente diferente daquela que li no livro. Fui conversar com ela sobre o conhecimento que adquiri sobre o espiritismo, e a expressão dela foi de algo misturado com nojo e decepção.
Acho um tanto quanto hipócrita o que as pessoas fazem quanto à religião. Este é um assunto que deve ser respeitado, já que muitos discordam em vários aspectos, seja por convicções ou apenas para causar tumultos. Desde criança não entendo isso, Deus não deveria ser o mesmo para todos? Por que em algumas religiões Ele é um "ser" bondoso e que perdoa, enquanto em outras é tirano e quer matar a todos que o desobedecerem?
Não digo que em todas as religiões ele deveria ser chamado de Deus, mas em todas as religiões, pelo menos nas monoteístas, o ser supremo não equivale ao Deus dos católicos, evangélicos e bla bla bla? Por que ele é tão diferente para todos?
Não quero mudar a opinião de ninguém, mesmo por que acho que ninguém lê isso aqui. Só quero deixar registrado que cansei da hipocrisia humana. Infelizmente admito que sou tão hipócrita quanto qualquer outro ser humano, mas pelo menos tento respeitar sempre a opinião alheia.
E quanto à mulher que não gostou de eu ter lido um livro espírita, acho que ela continua do mesmo jeito, mas nunca mais a vi. Espero que ela melhore esse tipo de atitude, que não leva a nada.

2010/10/26

"Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias"

"Bipolar" tem sido uma palavra muito usada por mim ultimamente. A terrível oscilação no humor tem acometido minha vida de forma tão significativa que já nem tento esconder ou segurar, mesmo porque já não consigo mais. Apenas palavras, músicas ou até mesmo a falta de um olhar podem me deixar assim.
Acredito que tenha uma certa "razão" em estar assim, as ultimas semanas não foram das melhores, alguma coisas nas quais acreditava foram arrancadas de mim com muita força, deixando um machucado em minhas mãos e dentro de mim, pois além de segurá-las com força, também as guardava em mim. Confiança é uma palavra que tenho usado, mas não acreditado.
A forma como as oscilações de humor tem se mostrado causam consequências que podem ser irreparáveis e que podem trazer outras ainda piores. Não é culpa minha se criei um muro ao meu redor, o qual antes estava destruido as custas de muitos esforços da minha parte e de outros. Esse muro nada mais é do que raiva, rancor, tristeza e medo misturados dentro de um ser humano que não consegue administrá-los muito bem.
A construção do muro começou ainda cedo, mas eram apenas tijolos juntos no chão que formavam a base, eram fáceis de pular, era preciso apenas levantar e esticar as pernas para entrar no que poderia ser um campo minado, mas ainda inativo. No mesmo dia a construção recomeçou, e embora esteja parando aos poucos, o muro já é muralha.
Por que não paro de uma vez com o processo de construção ou até mesmo a bipolaridade? Simples, gosto de drama. A vida não tem sentido se alguns problemas não acontecerem, e quanto mais drama, melhor. De vez em quando, é preciso criar um pouco de caos para lembrar-se de que a vida ainda existe, e talvez valha a pena.


Quanto ao título, uma frase de Caio Fernando Abreu, não me considero escritora, mas mato vidas à procura de história.

Talvez eu deva procurar menos drama.

2010/10/14

Amsterdan

Poderia escrever qualquer coisa, mas não consigo. A verdadeira vontade que tenho agora é de me isolar de todos, desistir de muitas coisas que tenho tentado, enfim, ir embora.
Mas falando sério, você ainda não aprendeu?


Are you so naive to right and wrong? How could you watch innocence forgone? Does what we've done ever really belong? It wasted me away. I feel so wasted away.


This is our last goodbye, this is where love ends.


Obrigada Anberlin.

2010/10/09

Violência, granadas e armas de fogo

Sei que é uma forma clichê de começar a escrever algo, mas é com grande tristeza que vejo as notícias hoje em dia. Quase nunca escuto uma notícia feliz, onde todos acabaram felizes para sempre, como geralmente dizem os contos de fadas, sempre envolve uma morte horrível, um caso de violência fora ou dentro de casa, feito por desconhecidos ou pela própria família.

De certa forma, o mundo realmente está perdido. Nos acostumamos com essa rotina de mortes por conta de um estupro, troca de tiros ou por causa do roubo de um celular. Objetos ganharam mais valor do que a vida humana no século XXI, e ninguém parece se importar, nem mesmo perceber. Os direitos humanos já não existem mais, são apenas letras em papéis que servem para alguns jornalistas ou quaisquer outros comentarem em algum lugar e gerar uma discussão que não durará mais que 10 minutos entre uma roda de amigos.

Essa violência nos tornou frios e cegos, fingimos não enxergar o que acontece, e quando enxergamos, não damos a devida importância. Infelizmente preciso me incluir no grupo dos "frios", embora tenha um grande respeito pela vida e goste de discutir sobre coisas assim por muito mais que míseros 10 minutos.

Hoje estava assistindo "O grande ditador", de Charles Chaplin, e logo na primeira ou segunda cena, enquanto "o barbeiro" está na Primeira Guerra, ele segura uma granada e fala "como se usa isso?", logo pensei "não acredito que ele não sabe usar!", mas depois pensei "pobre de nós que já nascemos sabendo como usar uma granada e uma arma de fogo".

Um dia desses uma colega minha veio comentar sobre um filme que ela havia assistido por indicação minha, "Meninos não choram", perguntei o que ela achou e sua resposta foi "não consegui assistir inteiro, achei muito feio, principalmente a cena do estupro". Fiquei imaginando se eu estava errada ao pensar que aquela cena era muito bem feita, e por que não me horrorizei tanto quanto ela com aquilo (acredite, eu também achei horrível, mas não a ponto de parar o filme). Aparentemente a humanidade ainda existe em algumas pessoas.

Escrevi isso apenas para desabafar algo que estava em minha mente, e fico esperando, do fundo do meu coração (outro clichê, e esse é ridículo), que ainda exista um resto de humanidade no planeta. Eu espero ser humana o suficiente para me horrorizar com filmes de violência.

2010/09/28

Numa tarde fria

Chuva e frio lá fora. Cobertores quentes, cappuccino fumegante e um filme qualquer na tv.
Vivia no meio de tudo aquilo com que já estava acostumada, sua aparente desordem era a única forma de se ordenar no mundo, a única forma de manter-se sã num lugar onde aparentemente ninguém se importaria se ela desaparecesse.
Levantou-se e caminhou até a janela, no horizonte estava o lugar onde queria poder estar, e assim poderia ir embora dali finalmente, um sonho antigo. Sonhava com seu futuro longe dali desde que entendeu que não seria feliz com aquela vida, ela não estaria vivendo de verdade. Precisava fugir de uma vez.
Inclinou-se para a frente e olhou para o lado. Naquele horizonte quase oposto, encontrou o lugar mais reconfortante que já vira, pelo menos para ela. O outro lugar que queria poder estar no momento. Queria aquela cama macia, onde ficaria debaixo das cobertas e com um filme qualquer na tv, mas com um corpo quente ao seu lado, a abraçando com força.
Não que isso a segurasse ali no seu "inferno pessoal", mas ela tinha medo de abandonar tudo e não conseguir mais encontrar esse tipo de felicidade, aquela mais difícil de se achar hoje em dia.
Voltou para sua cama, entrou debaixo da coberta com seu cappuccino fumegante e ficou esperando pelo corpo e abraço quentes que estavam chegando naquela tarde fria.

2010/09/19

Domingo

Há tempos não escrevo, não por falta de vontade ou de tempo, simplesmente as idéias não chegam até a minha cabeça, não encontro assuntos ou até mesmo histórias para ficar divagando aqui, simplesmente ficou vazio.

Para começo de conversa, apesar de "problemas com minha segunda personalidade", estou melhorando cada dia mais, já não me sinto tão desconfortável dentro de meu corpo, já não é mais tão esquisito andar com a cabeça voltada para frente, e não para baixo como sempre fazia. Provavelmente estou melhorando, haha.

Enfim, não é sobre isso que quero falar, por que interessaria alguém que vai ler isso? Aliás, alguém lê?

Sei que ia dizer/digitar algo aqui, mas como sempre, esqueci. Apesar de ser um assunto meio sério, acho que tenho perda de memória recente, sou tipo uma Dori do Procurando Nemo (btw, amo esse filme, haha). É incrível como consigo esquecer coisas que há 2 segundos estavam dentro da minha cabeça e eu pensava em falá-las logo. Devo ter muitas coisas na cabeça que acabam se misturando.

Enfim, estou escrevendo cada vez mais diferente do que costumava. Não sei se é meu estilo próprio, provavelmente não, mas estou com preguiça de pensar e articular de outra maneira hoje.

Com licença, é domingo, e me lembra o número 6.

2010/09/05

It's not right

Fico me perguntando como vou começar um post, quais palavras usarei, se farei um "conto" para descrever o que sinto, se falarei/digitarei exatamente como estou pensando, sempre demoro muito tempo pensando nisso. Provavelmente o certo seria dizer o que pensei, "mudei muito e fiquei idiota".
A "eu de antes" não se importaria com ninguém, sairia e beberia, mas não seria água, nem ligaria para saber como estão as outras pessoas, ficaria tonta na cama e acordaria depois das 15h. Essa "nova eu" acordou 8h e depois 12h, bebeu uma ice e duas garrafas de água (pudera, tequila e vodka eram caras, mas enfim), esqueceu um pouco das preocupações, mas era preciso apenas algum tempo sozinha para se lembrar que estava preocupada.
Enfim, a "nova eu" é idiota, razoavelmente com juízo e com problemas psicológicos cada vez mais aparentes.


Não é um post como os de antes, talvez porque estou ouvindo The Used e isso libera a "raiva" em mim, precisava explodir assim, quem sabe me acalmo durante a semana?!
A verdade é que estou para desistir de tudo.

2010/09/01

Does it remind you of someone?

2010/08/22

I'm a fake

Small, simple, safe price, rise the wake and carry me with all of my regrets. This is not a small cut that scabs, and dries, and flakes, and heals, and I am not afraid to die, I'm not afraid to bleed, and fuck, and fight, I want the pain of payment.
What's left, but a section of pigmy size cuts, much like a slew of a thousand unwanted fucks. Would you be my little cut? Would you be my thousand fucks? And make mark leaving space for the guilt to be liquid, to fill, and spill over, and under my thoughts. My sad, sorry, selfish cry out to the cutter, I'm cutting trying to picture your black broken heart.
Love is not like anything, especially a fucking knife.

Just look at me now, I'm a fake.


I'm a fake - The Used

2010/08/21


Apesar de gostar muito das palavras, sempre achei que imagens pudessem demonstrar mais que elas, e eu não conseguiria encontrar uma imagem melhor para definir como estou me sentindo no momento.

2010/08/15

Domingo

Domingo, dia onde tudo é parado, até seu coração parece bater mais devagar, sua cabeça não funciona tão bem, sua respiração torna-se cansada, seus olhos insistem em ficar fechados, mesmo quando não está com sono, o cansaço é inevitável, mas é apenas por ter feito nada o dia todo. Domingo, pé de cachimbo.

Para alguém como eu, hiperativa e chata, é o pior dia de todos, para sobreviver em um dia comum, preciso de energia, pessoas me rodeando, ou apenas uma pessoa ao meu lado. Preciso de sorrisos que mostrem mais que os dentes, olhos que brilhem, preciso de abraços sinceros.

Domingo, dia de ficar sozinha em meu quarto, ouvir músicas que me dão aquela sensação nostálgica, que me lembrem de quando eu era uma criança feliz, com aquela amiga que me dava sensação de segurança, aquela paixão platônica que me fazia sorrir, mesmo que estivesse a mais de um milhão de quilometros de mim. Uso aquela frase de todos os que lembram de sua infância, eu era feliz e não sabia. Talvez eu seja agora e só perceba daqui uns 3 anos.

Será um dia parado como outro qualquer, e quando a segunda-feira chegar, reclamarei de que o tempo demora e de que tenho muitas coisas para fazer, além de desejar que os dias tivessem 36 horas, mas pensando bem, um domingo de 36 horas seria uma tortura. Principalmente para alguém como eu.

Tudo o que eu precisava era de um abraço.

2010/08/08

22

Antigamente era uma mulher resolvida, quando tinha seus 22, 23 anos, acreditava que estava no auge da juventude e que ainda tinha muito tempo para viver, não queria mais perder sua vida com bobagens, como tinha feito na sua adolescência inteira, não queria perder seu tempo com apenas uma pessoa.
Desfez-se rapidamente de todos aqueles que a seguravam em sua cidade e partiu para o lugar mais distante que conseguiu, lá encontrou uma liberdade fingida que por tantos anos procurou, mas ela não sabia o quanto a liberdade em excesso pode ser sufocante para alguém, não sabia que aquilo seria exatamente o oposto do que estaria procurando alguns anos depois.
Conseguiu um bom emprego, mas não servia como carreira. Procurava por amigos, encontrou apenas colegas. Procurava por um amor, encontrou apenas casos de uma noite.
Agora, com seus quase 30 anos, percebeu que seu erro inicial foi se desfazer da única pessoa que um dia poderia tê-lá feito feliz, e tinham a chance de tudo dar certo, mas por sua vontade de liberdade em demasia, acabou com todo um sonho que nunca havia passado por sua cabeça quando mais nova. Agora já era tarde demais, essa pessoa encontrou alguém muito melhor.
O amor não era o único motivo para estar tudo dessa forma, ela também tinha perdido a vontade de viver, queria tanto voltar para sua juventude, quando sabia a diferença entre os ventos que sentia bater em seu rosto, ou os sorrisos das pessoas que amava. Agora já não consegue mais enxergar o sorriso nos olhos de alguém, nem mesmo receber um abraço sincero e estremecer, é como se fosse apenas mais um.
Sai todos os dias, dança com pessoas que nunca viu na vida, dorme nos braços daqueles que não estarão mais lá ao amanhecer, que não demonstram sentimentos. Ela se sente vazia, mas não sabe como preencher.

It's sad, but it's true.

---
Preciso de um café com leite, por favor.

2010/07/28

In the end the love you take is equal to the love you make

- Eu realmente te amo.
- ...
- Não me ama?
- Amo.
- Então por que não fala?
- Não sei traduzir o que meu coração está falando.
- Como posso saber se é verdade?
- Você precisa acreditar em mim, e não pense que só porque não respondo com "eu te amo" quando me diz isso, quer dizer que não te ame também. A verdade é que o que sinto vai além de uma simples frase que todos falam, não quero que meu amor por você seja algo normal, como de todos os outros, a verdade é que nunca vai ser isso. Eu preciso do seu beijo, do seu abraço, do seu cheiro, o tempo todo comigo. Só em saber que você está perto de mim, mas mesmo assim fora do meu alcance, é uma tortura, pois está longe demais para que eu possa te tocar.
- Não quero que sofra quando está longe de mim.
- Isso é algo que não posso controlar, veja bem, eu não escolho quem amar, e a verdade é que não estou sofrendo, estou apenas sentindo saudade.
- Me diga uma coisa, acha que sou o bastante para você?
- É o suficiente para me fazer feliz com apenas um sorriso, e me deixar triste quando o brilho natural de seus olhos desaparece, mesmo que por alguns instantes. O suficiente para me fazer tentar ser alguém melhor, mesmo quando não acredito em mim. O suficiente para não me deixar desistir dos meus sonhos, nem da minha vida.
- ...
- Eu te amo.

2010/07/22

Little fool

Ao perder sua voz, perdi os sentidos, a vontade de me levantar, a fome que insistia em me visitar tão tarde da noite, o interesse em qualquer filme que estivesse passando. Era como se nada pudesse me satisfazer totalmente, nada além do seu toque, da sua voz, do seu cheiro, dos seus olhos que sorriem junto da sua boca. Não enxerguei mais nenhum motivo para me manter acordada, porém não conseguia dormir, e nem mesmo sonhar acordada me parecia interessante.
A única coisa que prendeu minha atenção total foi um eclipse lunar do qual não sabia da existência nesta noite. É algo tolo, mas me sinto próxima de quem quero quando olho para o céu.
Talvez eu tenha me tornado exatamente o que estava evitando, uma pessoa extremamente dependente e chata.
Me falta muita sanidade para me manter firme e forte enquanto estou sozinha, desaprendi a ser "solitária", embora nunca tenha sido de fato. Preciso de um toque em meu rosto, de uma boca que sorria quando digo algo tolo, de um abraço que me conforte quando sinto-me inútil. Preciso olhar para olhos sinceros.
Sinto-me cada vez mais fraca, e com mais raiva do relógio, que insiste em arrastar até mesmo o ponteiro dos segundos quando o que mais preciso é que o tempo voe cada vez mais depressa. A verdade é que não me contento mais apenas com palavras ditas pelo telefone, não consigo contar tudo o que quero por ele, preciso de um abraço onde possa repousar minha cabeça e me entregar, me sentir completamente segura. Falo como uma criança, ou uma garota que acredita em contos de fadas, talvez eu seja assim mesmo, uma tola.
Sim, uma tola por acreditar no amor. Acho que prefiro ser tola o suficiente para acreditar nele do que passar o resto de minha vida reclamando ao vento que nada está bom e me falta algo.
No momento, não me falta nada.

2010/07/21

Saudade

Poderia ter mais palavras a dizer, ter um assunto para tratar, mas parece que nada vem em mente. Tudo está vazio novamente, mesmo que tenha algo preenchendo o corpo, mesmo que exista um sentimento por dentro.

Não é falta de amor, de amizade, de raiva, de qualquer sentimento que geralmente está dentro de um ser humano, aliás, é até o excesso destes. Existe tanto que chega a cegar, a tirar as palavras.

Na verdade o excesso é de sentimentos "bons", e que acabam resultando na saudade, a palavra que só existe em nossa maldita língua portuguesa. Mesmo com sua nova ortografia, ela não desapareceu, pudera, a ortografia nova (que odiei, btw) não pode tirar nenhuma palavra de nosso dicionário. Bem que poderia me deixar livre de algo que dói e preenche ao mesmo tempo.

É a falta de algo que nos faz feliz, do ar que existe em nossos pulmões, respiro cada vez com mais força mas parece que nada consegue me deixar totalmente satisfeita, o efeito do oxigênio é passageiro demais para preencher o que quero. Eu soco as paredes em busca de algo concreto, de algo que possa me satisfazer, só encontro mais dor, a qual não me incomoda nem um pouco, mas não me deixa esquecer a maldita saudade.

Talvez esse seja o único "sentimento" que possa me preencher agora, a saudade, assim não tenho que caminhar sozinha. É até bom.

Talvez me ajude a realizar a tarefa que me foi designada, e recobre minha vontade de escrever. Preciso disso.

"Eu preciso, você também, todo mundo precisa de alguém"
Recomendo o novo CD da Fresno, Revanche. Não preciso dizer que amo Fresno, certo?

2010/07/12

Coisas que precisam saber sobre mim

Eu não gosto de mim mesma, embora isso não seja novidade para ninguém.

Sou extremamente crítica com tudo o que faço, mas não sou com as outras pessoas, aliás, raramente critico alguém, só se for algo sério.

Gosto de abraços, mas não gosto de pessoas grudentas.

Amo o mundo e as pessoas mais do que a mim mesma. E acredito que "tudo o que você precisa é amor".

Quero mais que tudo viver em outro país.

Gosto de receber mensagens no celular enquanto viajo, me sinto confortável, como se não tivessem me esquecido e fizesse a diferença para alguém.

Tenho medo de elevador, mas aguento entrar em um.

Não tenho medo de altura e brinquedos perigosos, dificilmente penso duas vezes antes de ir em um.

Música é basicamente meu combustível.

Gosto de ser diferente, e quase nunca me esforço para ser.

Preocupo-me mais do que deveria com escola e vestibular, provavelmente isso me trará problemas no futuro.

Sou a pessoa mais chata com português que alguém pode conhecer, corrijo todos que falam algo errado.

Minha família é minha vida, assim como meus amigos.

Sou uma pessoa extremamente apaixonada, não sei viver sem o amor, em qualquer uma de suas formas.

Tenho mais de uma personalidade.

Não sei listar tudo o que precisam saber sobre mim, nem eu mesma me conheço.

---
Pessoas durante viagens ficam bobas.

E eu quero voltar.

2010/07/10

"As vezes sinto tanto a sua falta que acho que não vou aguentar."

2010/06/30

It doens't matter

Tudo são fases, nunca será possível dormir de uma forma e acordar da mesma quando se vive dessa maneira. A tristeza é sua maior aliada, a procura pela solidão as vezes é involuntária, mas o medo de se perder nesse caminho é gigante, principalmente para quem já viu exemplos de tal que foi mal trilhado.

É como uma tristeza enorme que cresce cada dia mais, o momento de acordar talvez seja o pior do dia, já que é o começo para a batalha do dia que seu inconsciente já sabe que será perdida. Seu corpo mal responde por seus atos, são todos mecânicos, por costume da rotina. A comida já não tem mais o mesmo gosto, o sol não tem tanta graça, as músicas felizes lhe deixam enjoado, os sorrisos já não são mais os mesmos.

Em um primeiro momento a única coisa que sabe fazer é chorar, e a faz como se fosse a última coisa que faria em sua vida, chora como se para respirar fosse preciso puxar o oxigênio e soltá-lo através de lágrimas que demonstram que existe dor dentro do corpo, mas não é nem um pouco física. As lágrimas cegam, as lágrimas machucam.

O segundo momento é o vazio, o nada, o dada, não existe mais nada por dentro, desde sentimentos até emoções, nem mesmo as músicas tristes conseguem fazer as lágrimas voltarem para assim, pelo menos, transformar o coração gelado em algo pulsante, mesmo que devagar. Não existe vontade de dormir, mas na verdade não está acordado, é como se não existisse nada. Um grande e belo nada.

Mas na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução.

Em um terceiro momento, caso exista, o momento de refúgio é encontrado, o mundo perfeito, o mundo platônico, e assim a válvula de escape é ativada.

No outro dia é preciso passar pela mesma batalha, até que seja possível enxergar que talvez algo possa melhorar.

Se é que pode melhorar.


Maldito mundo capitalista com suas doenças da moda.

2010/06/29

péssima perdedora

Preciso de férias. Preciso descansar. Preciso dormir por mais de 12 horas. Preciso de uma vida menos corrida.
Preciso me cobrar menos.

Coisas ruins acontecem, infelizmente. Não se pode vencer sempre. Não se pode ter tudo o que quer.
O problema é não saber se vai conseguir o que quer, mas parece que a resposta está na sua cara.

Infelizmente não se pode ser feliz todos os dias do ano.
Sorrir é mais difícil quando a pressão que você sofre vem de você mesmo, e quando perde, a raiva que sente de si mesmo é péssima, só serve para destruir mais um pouco a sanidade mental que já lhe faltava.

Acho que me falta muita sanidade mental.

Para piorar, não sei mais escrever, não sei mais cantar, não sei mais fazer nada daquilo em que era boa.

Não importa o quanto digam que você é bom em algo, que vai conseguir, que ainda não sabe de nada, que se cobra demais. As pessoas criam uma imagem idealizada demais de certas pessoas consideradas "boas", nem todos conseguem chegar aos padrões que as pessoas idealizam, eu não consigo.

Eu devo ser uma péssima perdedora.

2010/06/25

I'm still waiting for you.

2010/06/18

Anna

Você se foi.
Olhou fundo em meus olhos e disse que estava me deixando, que o passado estava para trás, você tinha um futuro totalmente diferente daquele que passávamos noites inteiras planejando, sorrindo. Te perguntei o motivo pelo qual você estava desistindo de tudo aquilo que te dei, de todo o amor que dediquei, você simplesmente disse "ele me ama mais do que você".

Antes de você ir embora da minha vida para o que chamamos de "sempre", saiba que eu ainda te amo, infelizmente essa é minha dura realidade, e eu terei de aprender a viver com ela, mas se ele te ama mais do que eu, vá com ele.

Durante toda a minha vida eu procurei por uma garota que me amasse como eu amo você, acreditei por um ano inteiro que você seria ela, porém você não parece ter coração o suficiente para amar alguém além de si mesma. Não estou te criticando, acho incrível sua habilidade de se amar, quisera eu ser assim.

Acontece sempre, e continuará acontecendo comigo, qualquer garota que eu amar, qualquer garota que eu for tolo o suficiente para dedicar minha vida a ela, irá partir meu coração em mil pedaços estilhaçados, o jogará no chão e pisará sobre ele, me deixando completamente sozinho para juntar os inúmeros pedaços e me reconstituir, me colar com uma cola vagabunda que não durará até o fim do próximo relacionamento mal resolvido.

Acho que é assim que as coisas entre nós irão terminar, eu terei de sofrer por um bom tempo enquanto você estará sorrindo nos braços de outra pessoa, e no futuro, quando nos encontrarmos no metrô ou andando pela calçada, meu sorriso ao te ver será fraco, quase invisível, você também sorrirá assim, nos daremos um tímido "oi" e seguiremos nossas vidas. Talvez seja melhor assim, nos trará mais maturidade.

Anna, apenas mais uma coisa, me devolva o anel que te dei e finalmente você estará livre de alguém chato e monótono como eu. Vá com ele.

Seja feliz.

2010/06/15

Velhas novidades

"Eu quero falar, mas não encontro a quem ouvir"

Não que me falte amigos, mas simplesmente acho que ninguém vai conseguir me entender, e caso eu consiga traduzir todos os meus pensamentos que me atropelam em palavras, provavelmente serei taxada de louca, bipolar.
Durante um bom tempo pensei sobre o que escrever, tinha tantas palavras em minha cabeça, tantos sentimentos, tantas coisas mal resolvidas. Esses pensamentos ruins me atropelaram de tal maneira que esqueci todos, mas sei que existem, e irão voltar a me atordoar mais cedo ou mais tarde.

Simplesmente sei que desisti. Sim, desisti. Desisti de ser quem eu queria ser, de ter o que queria ter, desisti do que sempre quis fazer. Sinto que não sou capaz de realizar meus sonhos, minhas metas.
Talvez eu deva renascer de alguma forma. Queria enxergar outra pessoa quando me olho no espelho, queria sentir orgulho dessa pessoa.
Basicamente, eu queria ser uma pessoa totalmente diferente do que sou hoje, com tantas incertezas, tantos defeitos, tantos medos.
Queria ser alguém de quem consigo gostar.

Há tempos não falo de amor, estou evitando falar daquilo que mais "entendo", embora não o entenda de forma alguma. Apenas gosto de falar sobre o assunto.
Uma parte da mudança que tanto quero fazer em mim há anos.
Não me entenda mal, eu ainda tenho um coração pulsante, e não um congelado como antes. As coisas mudaram tanto.

Me atropelei tanto em meus pensamentos que talvez nada faça sentido para quem está fora de minha cabeça, ou minha vida.
Tudo separada em parágrafos desordenados de minha vida.

"Não, não, eu não vou desistir assim".

2010/06/11

Taken for granted

Nunca soube me dar valor, nunca soube gostar do que faço, nunca soube me elogiar quando faço algo certo.
Provavelmente nunca é uma palavra forte, mas é o que penso quando alguém diz que devo me amar mais, me dar mais valor. Pode parecer triste, e talvez realmente seja, mas sempre (outra palavra forte, mas a verdade) fui assim, desde pequena me acostumei com pessoas dizendo que eu não era boa em algo, não deveria fazer nada daquele jeito, e o que aconteceu foi que, basicamente, me acho incompetente desde criança.
O fato por não saber me dar valor atrapalha, já causei brigas, já chorei, já fiquei nervosa com algo simples demais para ser levado em consideração, já desisti de sorrir por achar que, apesar de estar dando certo, não era daquela forma que as coisas deveriam ser feitas.
Perfeccionismo? Talvez, mas geralmente alguém tão perfeccionista não se enxergue como um "completo inútil e desprezível, incapaz de fazer algo direito". Essa talvez seja uma das frases que mais repito para mim.

Há algum tempo eu havia melhorado, mas aparentemente estou em uma fase ruim. As coisas irão mudar.
Preciso da minha psicóloga.

2010/06/09

Tempo

Há quanto tempo que não tenho algo a dizer? Há quanto tempo não consigo mais organizar meus pensamentos e traduzi-los em palavras? Há quanto tempo deixei de prestar atenção em mim? Se realmente tivesse que responder tudo, acho que a resposta seria "há muito tempo".
Provavelmente desaprendi a olhar para dentro de mim mesma, praticar a reflexão que meses atrás eu realizava todos os dias. Antes eu não me conhecia, mas sabia que minha "dupla personalidade" existia, não precisava me lembrar desse fato todos os dias, sabia que existe uma forma que eu rio quando estou feliz e outra quando quero esconder o que estou sentindo, sabia que meu sorriso não significava nada, mas meu olhar revelava a maioria dos meus pensamentos. Sabia que eu poderia mentir e atuar, agora já não sei mais mentir.
As coisas mudam, e mudam rápido demais, e talvez pela falta de tempo não tenho percebido que este está voando, está se esvaindo por entre meus dedos, estou dando tanta importância às coisas externas que me esqueço que existe algo interno, me esqueço que não serei egoísta por pensar em mim mesma de vez em quando. Em tão pouco tempo tantas coisas mudaram que já nem sei mais quais são, não me recordo de como elas eram. Mudei tanto a ponto de às vezes me olhar no espelho e não me reconhecer, e não digo apenas de forma psíquica, fisicamente também, e isso é estranho.
Me prendo ao presente de forma tão firme que esqueço que existe um futuro próximo, e não apenas o futuro "distante", para o qual estou me preparando tanto. Não reclamo disso, mas gostaria de lembrar que o futuro próximo é amanhã, e não sei se pode ser meu último dia, o qual não quero passar sentada em uma sala com vários livros de matérias que não me agradam me cercando.
Preciso voltar a escrever de forma espontânea, sorrindo, chorando, desabafando. A mudança foi tão grande que esqueci um dos meus maiores prazeres.

O tempo passou tão rápido que em alguns meses estarei decidindo de forma "definitiva" o que realmente quero em minha vida para todo o "sempre".
Em pouco tempo eu posso abandonar tudo.
Em pouco tempo irei embora.
Aproveitarei o pouco tempo que me resta.

2010/05/28

Empty

Sabe aquela sensação de vazio? Que nada tem um sentido aparente e realmente você se sente um corpo oco?

Você se sente sem chão, sem vontade de respirar, mas tudo isso não te importa, não é o suficiente para te fazer desistir da vida. Você não tem uma vida para desistir.

As mãos que você segurava te jogaram para trás, ninguém se importa com o que você pensa, nem por aquilo que está passando. Mas você não se importa com isso de qualquer forma.

Por dentro você não tem sentimentos, não tem lágrimas, todas as existentes já se esvaíram anos atrás, quando um coração pulsante habitava seu peito.

Você está vivo, mas não vive.



Ultimamente eu não me encaixo em nada disso.

Como posso não ter sentimentos?

Como posso ser infeliz?

Eu estou viva, estou respirando com força, estou sorrindo, estou vivendo.

2010/05/22

São Paulo pessoal

Futuro provavelmente é a palavra que mais tem me assombrado nos últimos dias, principalmente por estar na cidade onde pretendo/pretendia passar grande parte de minha vida profissional, mas tantas coisas estão acontecendo que chegam a me dar vontade de desistir e tentar um lugar menor, menos caótico, menos decadente.
Não estou dizendo que odeio São Paulo, ainda amo o caos daqui, mas já não me é tão atraente quanto era há alguns anos atrás. Quando cheguei aqui, a primeira coisa que pensei foi que precisava escrever algo que descrevesse o sentimento de estar em um dos meus lugares preferidos de todo o Brasil, sempre sinto que aqui é o local onde todos os intelectuais viviam, onde o modernismo tomou forma, onde está o maior acervo de cultura a que já tive acesso.
De certo modo, ainda penso dessa forma, mas sinceramente, algumas coisas me fazem querer ir para outro lugar, talvez até ficar onde vivo, embora está seja a ultima opção.

Deixando tudo isso de lado, São Paulo continua linda, suja e caótica, já fiz a maior parte das coisas que queria, embora essa tenha sido a primeira vez que preferia ter ficado em Campo Grande. Estranho, huh?
Acho que já descobri porque preferia ter ficado lá.
Pretendo perder o "medo" de vir para cá, coisas assim nunca haviam habitado minha mente, e outros motivos não eram suficientes para me fazer desistir.

Essa visão de São Paulo está pessoal demais, creio que não conseguirei expressar o que realmente acho daqui enquanto estiver no olho do furacão, e claro, com saudade de casa. SHIT!

2010/05/14

Lovesick

Não sei porque estou escrevendo aqui, havia prometido a mim mesma que já bastava de "desabafos" aqui, já bastava de escrever aqui quando estava triste, desanimada ou qualquer coisa do tipo. Acontece que preciso desabafar, e nem sei exatamente o que é, e lugares me faltam no momento.
Idiotice minha escrever em um lugar onde todo mundo pode ler, sei disso, mas acho que assim me sinto um pouco menos louca, pois imagino que alguém se identifique com o que falo, ou pelo menos pense "é, ela tem razão em algumas coisa".
Sobre o que exatamente é esse desabafo? Boa pergunta, ainda não me decidi. Só sei que estou com febre, usando um moletom muito quente e debaixo de 3 cobertores, e ainda assim estou sentindo frio. Não é que não goste de frio, eu amo, até demais, mas quando se está da forma que estou, não é muito agradável tremer de frio enquanto todos estão muito bem sem casaco.
Quando fico doente me torno o extremo oposto do que sou quando estou bem, fico carente e grudenta, quieta e calma, sonolenta e com falta de vontade de fazer qualquer coisa. Pode ser até normal ficar assim quando doente, mas definitivamente não sou eu em minha mais pura essência. É estranho para uma pessoa tão fria, hiperativa e independente tornar-se alguém dependente.
Sim, sou dependente no momento, me falta o ar para respirar, a vontade de levantar da cama, vontade de comer, mas talvez seja orgulhosa demais para admitir que preciso de alguém do meu lado, mesmo que esse alguém seja da minha família. Estou começando a achar que este "alguém" não é da família, e tenho apenas um medo imbecil de admitir e ser taxada de louca, de apaixonada. Tenho esse problema, sinto mais do que consigo explicar e entender, e geralmente meus finais não são muito felizes.
Talvez a pior parte para mim seja que estou ficando "dependente" até mesmo quando não estou doente. É coisa do começo mesmo, creio eu.

Ultimamente meus desabafos "tristes" acabam com um final razoavelmente feliz, basicamente admito que sim, ainda acredito no amor.
As pessoas mudam.

I'm lovesick.

E com febre.

2010/05/07

Your song

Há algum tempo não consigo mais escrever, mas não existe um motivo aparente para isso, simplesmente acho que o que escrevo não é bom o suficiente para ser postado aqui.

Enquanto estou tentando escrever algo aqui, estou ouvindo Your song do Elton John, provavelmente ouvi essa música durante a semana inteira, e no momento estou pensando "o quanto a vida é incrível enquanto você está no mundo".
Provavelmente se tivesse escutado Your song no ano passado, pensaria que é uma bobagem, uma perda de tempo pensar que uma pessoa pode tomar seu tempo, pode te fazer pensar nela o dia inteiro e não se importar tanto consigo mesmo, que cada sorriso dessa pessoa é capaz de te fazer sorrir mesmo quando seu dia está completamente acabado.
Provavelmente várias coisas que penso agora não são iguais às que pensava no ano passado, e até mesmo no começo deste ano. Provavelmente se meu "eu" do passado me visse agora, me acharia muito diferente, como se eu me importasse com isso, afinal, estou feliz.
Penso daqui uns dois anos, como será? O futuro está tão incerto ultimamente, não sei nem o que farei no dia seguinte, quem dirá daqui alguns anos? Posso fazer exatamente aquilo que quero ou seguir por um caminho completamente diferente, posso desistir de tudo, sinto que posso tudo.
Acho que se algo acontecer, como você disse, será como tirar meu fígado ou qualquer outro órgão vital, porque de uma forma estranha, é o que você se tornou em mim. Pode ser uma comparação um tanto quanto diferente, mas não consigo encontrar outra que chegue a altura do que sinto, e nem mesmo essa conseguiu.
Novamente, talvez seja o que chamam de amor.


Ainda não estou acreditando que mudei tanto.

2010/05/01

Lack of love

- Não te amo tanto quanto achava. Creio que era apenas aquele sentimento novo que havia no começo, aquela vontade de estar ao seu lado, aquela tal "paixão". Parece que agora tudo acabou, não quero mais estar com você o tempo todo, e até mesmo sua voz me enjoa de vez em quando, não que não goste da sua amizade, mas como amor, não quero mais.
E dizendo isso, depositou um leve beijo em sua testa e partiu, e não olhou para trás. A garota ficou lá, estática, não sabia se havia ouvido direito, se era apenas um pesadelo, não sabia se chorava por estar sem ele ou se ria por já ter pensado que tal possibilidade viria a acontecer. Ela apenas ficou olhando aquele caminho pelo qual ele havia passado e já havia desaparecido, e provavelmente nunca mais voltaria, pelo menos não para seus braços.
Já haviam lhe dito isso, que a paixão é forte, acontece rapidamente, mas é como o fogo, caso não tenha mais oxigênio, logo apaga, e quando apaga, se não houver amor o suficiente, tudo desaparece, simplesmente acaba como se nada tivesse acontecido.
O problema no caso da garota era que ela havia alimentado o amor que crescia dentro dela, ainda sentia um pouco daquela paixão, mas já não era mais tão cega por conta dela, em outras palavras, ela realmente o amava. Ele a amou como ninguém poderia imaginar, era até mesmo desconfortável permanecer no mesmo lugar que os dois, tamanha a paixão um pelo outro, mas no caso dele não passava disso. A paixão acabou, o amor nunca existiu.
Uma lágrima desceu por seu olho esquerdo, limpou-a rapidamente com a manga da blusa, não se permitiria chorar naquele momento, virou-se e voltou para sua casa, o aperto no coração e o gosto amargo em sua boca persistiam, mas ela teria que aprender a viver com eles.

"Se eu te disser que não vou mais voltar, você irá me procurar. Se eu te disser que não vou acordar, com quem você ira sonhar?"

2010/04/29

Selfish fool

Não me sinto mais em contato comigo mesma, esqueci de como eu era, as coisas que fazia normalmente, não entendo mais meus pensamentos mais frequentes, em resumo, não me reconheço mais.
Apesar de soar horrível, tem um lado bom nisso tudo. Mesmo não me reconhecendo mais como a pessoa de antigamente, agora me reconheço como essa nova pessoa, que pensa diferente, vê as coisas de forma diferente, faz coisas totalmente diferentes, até sinto de uma forma completamente diferente. E não é algo ruim, talvez seja a tal "mudança para melhor" que todos sonhamos em fazer logo após algo ruim ter acontecido.
O lado ruim é que, com essa nova pessoa que me tornei, não sou mais aquela egoísta, cujos pensamentos são "eu, eu, eu...", agora penso no mundo, nas pessoas, aprendi a amar de uma forma diferente até mesmo aqueles que já me causaram mal, chego até mesmo a pensar no pronome que antigamente mais me assustava, "nós". Talvez esse lado não seja ruim, aliás, é até bom demais, mas para alguém tão egoísta como eu esquecer esse lado é difícil. Embora o egoísmo esteja bem menor, ainda sou aquela pessoa do "eu", mas com uma pequena inclusão de "nós" no meio.
Não sei por que reclamo dessa mudança, e talvez não esteja de fato reclamando, só estou expressando o que tenho percebido nos últimos dias.

Talvez, por ser boba e amar demais, mesmo quando quero falar de mim, fica subentendido que existe alguém causando tudo isso, e não reclamo nem um pouco disso.

2010/04/21


Love - John Lennon

2010/04/20

Pólo

"Cantando, e mais do que isso gritando, e às vezes até confessando que eu não sei amar, pois sabendo eu não estaria sofrendo e ainda por cima escrevendo ao invés de falar"

É possível fazer várias interpretações de uma única frase, não sei quantas já fiz apenas dessa. Depois de dois anos escutando essa frase inúmeras vezes, repetindo-a a plenos pulmões, mais uma vez tive outra interpretação, uma que se encaixasse ao momento que estou vivendo, talvez seja apenas deste começo de semana.
Confesso que ainda não sei amar, mesmo depois de tanto tempo tentando, me enganando, quebrando a cara, ainda não aprendi o verdadeiro sentido dessa palavra. Talvez não exista um sentido comum para todos, talvez para alguns seja algo extremamente bom, para outros um obstáculo da felicidade. Prefiro optar pela primeira, pelo menos por enquanto está sendo assim.
Acredito que se eu soubesse amar não estaria "sofrendo" assim, entre aspas porque não estou sofrendo da forma mais dramática, se eu soubesse como é o sentimento, e como é o que realmente sinto, não estaria com medo de me abrir um pouco mais, e até mesmo escrevo aqui por medo de falar e ser mal interpretada, prefiro evitar possíveis futuros constrangimentos.
Apesar do medo, depois de certo tempo as pessoas mostram como elas realmente são, suas qualidades e os piores defeitos, e um desses pode ser a bipolaridade típica de adolescente em crise, a complicação de mente conturbada, as barreiras idiotas que cercam uma personalidade. O amor deve ser cego, surdo e idiota para aguentar tudo isso.
Você diz não gostar desse meu lado de incertezas, cheio de dúvidas, que se enxerga de uma forma distorcida, mas não posso evitar de me ver assim. Apesar de tudo isso, tento esconder ao máximo o que penso sobre isso, tenho medo de perder tudo de novo. Realmente pensei que tivesse mudado esse lado, que estivesse bem melhor, que tivesse amadurecido, mas vejo que o "processo" não está completo, tenho muito o que aprender ainda.
Na verdade, eu te desejo sorte, talvez seja preciso para aguentar alguém como eu, e peço desculpas antecipadamente.

"Não, não, eu não vou desistir assim"

2010/04/19

inspiration source

Não que eu esteja sem inspiração para escrever algo, na verdade é basicamente isso, mas quando me dá vontade de escrever, nunca tenho algo para expressar, ou não sei usar palavras para isso. Quando tenho algo em minha mente para escrever aqui, estou longe e sem caneta e papel ao meu lado.
Digamos que minha fonte de inspiração é inesgotável, qualquer coisa pode me fazer pensar, até mesmo um olhar que pode ser interpretado de outra forma, consigo formar uma história estranha, acho que minha especialidade, haha, mas digamos que ultimamente minha inspiração acontece quando estou totalmente desligada do mundo lá fora, quando estou sorrindo com o sol se pondo e minha imaginação voando longe. Geralmente tem alguém ao meu lado.
Sei que tinha algo para escrever, mas me perdi em meus pensamentos. Realmente estranho, eu sei, mas está cada vez mais frequente, e embora me irrite algumas vezes, quer dizer que estou em uma fase muito boa da minha vida. Acho que se ficar melhor, ai é definitivo, será muito bom,
De certa forma realmente acho que vai melhorar.

E quanto ao medo? Pois é, fantasmas do passado sempre nos assombram, mas nada que algumas palavras, mesmo que silenciosas, não resolvam.

One month babe, i love you.

2010/04/13


Happy #kissday, hahaha
Love you, babe.

2010/04/12

The last day of our lives

Hoje parei para pensar no que tenho feito da minha vida, e no que farei daqui pra frente, é aquele típico dilema de quem ira prestar vestibular esse ano ou no próximo, a maldita incerteza do que fazer, do lugar para onde ir, o medo de abandonar tudo, mas ao mesmo tempo a vontade de sair do lugar e "entrar" no mundo.
Olhei pela janela, vi a cidade e suas milhares de luzes, vi a paisagem lá ao fundo, e pela janela do meu quarto posso ver o aeroporto, seus aviões chegando e partindo o tempo todo, posso ver pessoas chegando e partindo, posso ver a vida. Talvez daqui alguns meses eu esteja indo para lá carregando uma mala nas mãos, abraçando meus amigos, partindo para a incerteza, encarando a verdadeira vida.

Realmente o tempo passa rápido demais.

Agora estou pensando novamente, o que fiz da minha vida? Será que a estou aproveitando? Será que algum dia acabarei pensando "E se...?", a maldita frase que nos da incerteza?
Será que penso demais no futuro?
Será que já falei muito serás?

Com licença, vou lá viver como se fosse meu último dia.



Talvez eu deva parar de escrever de forma tão "estou refletindo", preciso de livros, LIVROS!

2010/04/07

Recomeçar

As vezes é assim, sinto a vontade inexplicável de começar do zero, ver o que muda, e como não quero mudar tudo em minha vida real, mudo na virtual. Fazer o que, tenho os meus momentos.

Talvez pelo nome, talvez pelo vício, recomeçarei aqui.

Não prometo escrever com frequência, nem mesmo escrever coisas com sentido, talvez me repita em demasia, mas o motivo de escrever aqui é ter onde colocar meus pensamentos que insistem em me "importunar" todos os momentos.

Nada que me incomode.


Honey, why am I not with you?